Jornalista da TV Globo afirma que o Imposto Único é uma alternativa que estimularia os investimentos e a geração de empregos. A proposta poderia causar o crescimento da economia e a expansão da receita pública.
Alexandre Garcia cita o Imposto Único durante o telejornal Bom Dia Brasil.

05/12 : Reposição justa
Se o Senado fosse uma empresa privada que paga impostos para sustentar os senadores, haveria uma fácil conta de compensação: verifica-se o ponto, ou o registro de presença de todas as segundas e sextas-feiras do ano e trocam-se dezenas de ausências pelo comparecimento ao trabalho em uns poucos sábados e domingos. Os senadores ainda sairiam ganhando.
De qualquer maneira, ganhariam, porque os parlamentares têm três meses de férias. Com três meses de férias, não seria sacrifício trabalhar um pouquinho mais.
E sobre essa reforma tributária, como dá trabalho. Seria bem mais simples ter um imposto único, que eliminaria a sonegação, a fiscalização, a clandestinidade; estimularia mais investimentos e empregos, faria o país crescer e daria mais arrecadação aos governos. Mas como é simples demais, as cabeças burocratizadas não suportariam a desocupação dos neurônios para outras tarefas.
Enfim, sai uma meia-sola com uma tímida idéia de gatilho só para a CPMF, quando deveria ser para tudo: se a arrecadação subir, diminuem os impostos. Uma lógica que inverte a ordem natural, que é: quando os impostos baixarem, a arrecadação sobe. A reforma tributária conseguiu ficar aquém da reforma da previdência, que também sai diminuída em seus efeitos.
Só vai fazer diferença no longo prazo e não eliminou todas as desigualdades, embora tenha limitado alguns privilégios. Às vezes, é preciso perguntar: a quem o Congresso representa? Será que representa, mesmo, a maioria do público pagante?
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