<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><title>marcoscintra</title><description>marcoscintra</description><link>https://www.marcoscintra.org/posts</link><item><title>Desoneração dos salários</title><description><![CDATA[A eliminação dos tributos sobre os salários e a substituição por uma contribuição eletrônica sobre transações, que há mais de 20 anos já foi defendida por Roberto Campos, vai gerar mais produtividade e empregos. Vale a pena conferir os artigos:A vingança do Jatene Diálogo de pássaros... A tirania do fiscalismo barroco<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_05a3acd4be294c3b8bf75cbde5665e7f%7Emv2.jpg/v1/fill/w_940%2Ch_470/f073fa_05a3acd4be294c3b8bf75cbde5665e7f%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/08/14/Desonera%C3%A7%C3%A3o-dos-sal%C3%A1rios</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/08/14/Desonera%C3%A7%C3%A3o-dos-sal%C3%A1rios</guid><pubDate>Wed, 14 Aug 2019 16:22:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>A eliminação dos tributos sobre os salários e a substituição por uma contribuição eletrônica sobre transações, que há mais de 20 anos já foi defendida por Roberto Campos, vai gerar mais produtividade e empregos. Vale a pena conferir os artigos:</div><div><a href="https://t.co/cKSuFlSDuZ?amp=1">A vingança do Jatene</a></div><div><a href="https://t.co/Vi1npJ5ABC?amp=1">Diálogo de pássaros...</a></div><div><a href="https://t.co/MEr1923Q89?amp=1">A tirania do fiscalismo barroco</a></div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_05a3acd4be294c3b8bf75cbde5665e7f~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Empresários lançam em São Paulo manifesto por imposto único</title><description><![CDATA[Um grupo de empresários propôs na manhã desta terça-feira, 16, a implementação de um Imposto Único sobre transações financeiras no Brasil, argumentando que existe hoje no País uma "janela de oportunidade" que não havia em governos anteriores para a implementação de propostas como uma reforma tributária. "É uma janela de oportunidade única que não sabemos quando ocorrerá novamente. Podemos propor mudanças estruturais e transformações que o Brasil precisa implementar se quer virar País de primeiro]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/07/16/Empres%C3%A1rios-lan%C3%A7am-em-S%C3%A3o-Paulo-manifesto-por-imposto-%C3%BAnico</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/07/16/Empres%C3%A1rios-lan%C3%A7am-em-S%C3%A3o-Paulo-manifesto-por-imposto-%C3%BAnico</guid><pubDate>Tue, 16 Jul 2019 19:42:25 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Um grupo de empresários propôs na manhã desta terça-feira, 16, a implementação de um Imposto Único sobre transações financeiras no Brasil, argumentando que existe hoje no País uma &quot;janela de oportunidade&quot; que não havia em governos anteriores para a implementação de propostas como uma reforma tributária.  &quot;É uma janela de oportunidade única que não sabemos quando ocorrerá novamente. Podemos propor mudanças estruturais e transformações que o Brasil precisa implementar se quer virar País de primeiro mundo&quot;, defendeu o presidente do Instituto Brasil 200, Gabriel Kanner, no lançamento oficial da nova instituição. O nome faz alusão ao bicentenário da Independência, que será comemorado em 2022.  Durante a cerimônia, que na parte fechada à imprensa contou com a participação do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, foi lançado o &quot;Manifesto da Sociedade Empreendedora pelo Imposto Único&quot;.  O Instituto é uma espécie de evolução do Movimento Brasil 200, lançado no ano passado pelo empresário Flávio Rocha, que colocou o nome para disputar a Presidência, desistiu e apoiou o hoje presidente Jair Bolsonaro.  Cerca de 300 empresários e representantes de associações de classes patronais e sindicais lotaram um dos auditórios do Hotel Unique, na zona sul da capital paulista. Empresários ouvidos reservadamente afirmaram que o vice-presidente se mostrou sensível à proposta da reforma tributária e afirmaram acreditar no diálogo com o Executivo para fazer o projeto avançar com mais celeridade.  Na apresentação, o grupo disse que já tem uma frente parlamentar com apoio de 230 deputados e 10 senadores. &quot;As lideranças empresariais têm que estar à frente do processo. Durante muitos anos, ficamos ausentes do debate público deixando um vácuo que foi ocupado por pessoas incapacitadas&quot;, defendeu Kanner. 'Menos antagonismo no Congresso' Presente no evento, o deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-SP) defendeu a reforma tributária e disse que ela &quot;tem menos antagonismo no Congresso&quot; do que outras pautas. &quot;Há uma comunhão de que o atual sistema não funciona, não é favorável. Em função do Estado e das leis estarem crescentes, foi criado um desbalanço: temos agora muita tributação e muita regulação&quot;, afirmou ele ao Estadão/Broadcast. &quot;Esse será o novo foco (do Congresso).  Bragança disse que há bom diálogo com outros parlamentares e que alguns congressistas já estão defendendo um imposto único - tanto na Câmara quanto no Senado. Ele também defendeu a participação da sociedade nos debates, elogiando o papel do novo instituto, que terá representatividade em 25 Estados. &quot;Falamos há décadas sobre a reforma tributária, agora estamos materializando essa realidade. É um primeiro passo, a sociedade tem que se engajar&quot;, afirmou. O superintendente responsável pelo Distrito Federal, Genildo Andrade, afirmou que o escritório do Instituto funcionará na capital funcionará a partir de agosto. O objetivo é se aproximar de parlamentares para sensibilizá-los sobre a necessidade de uma reforma tributária e de outras pautas de interesse do Instituto. &quot;É importante estarmos próximos dos deputados e dos senadores. Com essa mudança de governo, estamos sentindo que dá para mudar para melhor&quot;. A proposta Em defesa da implementação do Imposto Único no País, Kanner explicou que o tributo, se aprovado pelo Congresso Nacional, mudaria a forma de tributação e a base de arrecadação seria ampliada. O objetivo seria combater a sonegação. &quot;Seria uma grande simplificação que levaria à diminuição da estrutura de fiscalização por parte do Estado&quot;, disse Kanner.  Em resumo, a proposta do Imposto Único prevê a extinção de todos os mais de 90 tributos existentes hoje no Brasil. A eliminação destes impostos daria lugar à tributação sobre as operações financeiras.  &quot;Qualquer transação financeira de conta corrente para conta corrente será tributada em 2,5% no débito e em 2,5% no crédito&quot;, disse o presidente do Instituto Brasil 200, para quem este cálculo é feito para que se mantenha a mesma arrecadação que se tem hoje. A avaliação de Kanner é a de que o imposto manterá o mesmo nível de arrecadação, ainda que diminuindo a alíquota e a quantidade de tributos, porque é um imposto &quot;insonegável&quot;. &quot;Quem tem conta corrente em banco vai passar a pagar imposto. Portanto, a gente vai alargar a nossa base tributária, vamos passar a pegar todas as pessoas que hoje estão na ilegalidade, que estão na formalidade, mas sonegam e que dão mais de 30% da nossa economia. Assim vamos alargar a base e trazer uma simplificação para todo mundo&quot;, ponderou o presidente do Instituto Brasil 200. </div><div>Via <a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,empresarios-lancam-manifesto-por-imposto-unico-em-sao-paulo,70002924229">Estado de S.Paulo</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Mérito e produtividade no setor público</title><description><![CDATA[A avaliação de mérito como instrumento para o aumento da produtividade da mão de obra é prioridade no mundo corporativo privado. Infelizmente, tentativa nesse mesmo sentido por parte do governo federal foi injustamente publicada por esta Folha em 18 de junho deste ano como “privilégio” e como “vergonhosa deturpação de objetivos” (“Indústria do bônus”). Vejamos os fatos de forma isenta. Em 2017, foi aprovada legislação prevendo que os auditores da Receita receberiam parte de sua remuneração]]></description><dc:creator>Marcos Cintra - Folha de S.Paulo</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/07/03/M%C3%A9rito-e-produtividade-no-setor-p%C3%BAblico</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/07/03/M%C3%A9rito-e-produtividade-no-setor-p%C3%BAblico</guid><pubDate>Wed, 03 Jul 2019 12:28:48 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> A avaliação de mérito como instrumento para o aumento da produtividade da mão de obra é prioridade no mundo corporativo privado. Infelizmente, tentativa nesse mesmo sentido por parte do governo federal foi injustamente publicada por esta Folha em 18 de junho deste ano como “privilégio” e como “vergonhosa deturpação de objetivos” (“Indústria do bônus”). </div><div> Vejamos os fatos de forma isenta. </div><div> Em 2017, foi aprovada legislação prevendo que os auditores da Receita receberiam parte de sua remuneração condicionada ao alcance de metas institucionais, aplicando-se assim mecanismos de avaliação de mérito para tal. </div><div> A nova modalidade de remuneração, denominada bônus de eficiência, foi criada com o objetivo de incrementar a produtividade em todas as áreas de atuação do órgão. Além disso, a lei 13.464/2017 rejeitou qualquer vinculação do pagamento do bônus à aplicação de multas e penalidades, não cabendo, por isso, a alegação de que o seu pagamento incentivaria a “indústria da multa”.</div><div> Os equívocos da Folha na análise do bônus de eficiência ficam ainda mais evidentes ao se verificar que o acordo firmado pelos auditores fiscais com o extinto Ministério do Planejamento em 2015/2016 estabelece itens tais como: fim da progressão funcional e da promoção na carreira de forma automática; quebra da paridade dos aposentados, uma vez que os inativos e pensionistas não recebem o valor do bônus integralmente; remuneração condicionada à produtividade, submetendo-se, inclusive, aos riscos associados ao não alcance de metas, e, consequentemente, não recebimento dos valores. </div><div> Vale destacar que o valor do bônus de eficiência não integra o vencimento básico do servidor e, por essa razão, não serve de base de cálculo para adicionais, gratificações ou qualquer outra vantagem pecuniária, além de não incidir sobre férias e 13º salário. </div><div> Mais importante ainda é ressaltar que, durante as negociações, a carreira tributária e aduaneira abriu mão dos reajustes a que faria jus, em troca da remuneração variável determinada por mérito. Contudo, em função de sua não regulamentação, que tem sido arduamente buscada pela Receita Federal do Brasil junto às atuais instâncias governamentais, o pagamento do bônus tem ocorrido por determinação legal em valor fixo, em clara contradição com o princípio da remuneração por produtividade. </div><div> A continuidade dessa distorção poderá acarretar sérios prejuízos aos cofres da União. </div><div> É razoável esperar que tal situação seja rapidamente sanada, pois a avaliação de mérito como mecanismo de aumento da produtividade tem sido enfaticamente cobrada pela sociedade brasileira. </div><div> Ademais, essa metodologia de remuneração do setor público pode servir de paradigma para outras carreiras, atendendo ao clamor da sociedade e deste governo por melhores índices de produtividade da força de trabalho e, consequentemente, pelo aumento da competitividade da economia brasileira. </div><div>Marcos Cintra</div><div>Secretário da Receita Federal, doutor em economia pela Universidade Harvard (EUA), professor titular de economia na FGV (Fundação Getulio Vargas) e autor do projeto do Imposto Único</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>A reconstrução do modelo tributário</title><description><![CDATA[Em evento promovido pelos auditores fiscais, abordei a questão da economia digital e as bases tributárias do futuro frente à inadequação dos tributos convencionais adotados hoje.<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_7d77ebbd08b64fdf97830ba5777d7a7c%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/06/17/A-reconstru%C3%A7%C3%A3o-do-modelo-tribut%C3%A1rio</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/06/17/A-reconstru%C3%A7%C3%A3o-do-modelo-tribut%C3%A1rio</guid><pubDate>Mon, 17 Jun 2019 16:53:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Em evento promovido pelos auditores fiscais, abordei a questão da economia digital e as bases tributárias do futuro frente à inadequação dos tributos convencionais adotados hoje.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_7d77ebbd08b64fdf97830ba5777d7a7c~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Compromisso do governo é reduzir a carga tributária</title><description><![CDATA[Estive nesta sexta-feira (7 de junho) no Seminário Money Report / Agenda de Líderes expondo o tema “A Reforma Tributária e os Impostos no Brasil”. Estiveram presentes cerca de 200 líderes empresariais dos mais diversos segmentos da economia brasileira.Confira: https://www.moneyreport.com.br/economia/marcos-cintra-compromisso-do-governo-e-reduzir-a-carga-tributaria/<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_2cf5ec8f81ad4289b9696e4dd93e9f1b%7Emv2.jpg/v1/fill/w_700%2Ch_325/f073fa_2cf5ec8f81ad4289b9696e4dd93e9f1b%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/06/07/Compromisso-do-governo-%C3%A9-reduzir-a-carga-tribut%C3%A1ria</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/06/07/Compromisso-do-governo-%C3%A9-reduzir-a-carga-tribut%C3%A1ria</guid><pubDate>Fri, 07 Jun 2019 16:11:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Estive nesta sexta-feira (7 de junho) no Seminário Money Report / Agenda de Líderes expondo o tema “A Reforma Tributária e os Impostos no Brasil”. Estiveram presentes cerca de 200 líderes empresariais dos mais diversos segmentos da economia brasileira.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_2cf5ec8f81ad4289b9696e4dd93e9f1b~mv2.jpg"/><div>Confira: <a href="https://www.moneyreport.com.br/economia/marcos-cintra-compromisso-do-governo-e-reduzir-a-carga-tributaria/">https://www.moneyreport.com.br/economia/marcos-cintra-compromisso-do-governo-e-reduzir-a-carga-tributaria/</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>III Fórum CEBRASSE do Setor de Serviços</title><description><![CDATA[Estive na Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) expondo sobre a reforma tributária no país.A entidade irá apoiar as propostas de simplificação de impostos e contribuições que estamos preparando.<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_4926650754764387a51ca33f406e19cb%7Emv2_d_3861_2574_s_4_2.jpg/v1/fill/w_940%2Ch_627/f073fa_4926650754764387a51ca33f406e19cb%7Emv2_d_3861_2574_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/06/01/III-F%C3%B3rum-CEBRASSE-do-Setor-de-Servi%C3%A7os</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/06/01/III-F%C3%B3rum-CEBRASSE-do-Setor-de-Servi%C3%A7os</guid><pubDate>Sat, 01 Jun 2019 19:29:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Estive na Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) expondo sobre a reforma tributária no país.</div><div>A entidade irá apoiar as propostas de simplificação de impostos e contribuições que estamos preparando.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_4926650754764387a51ca33f406e19cb~mv2_d_3861_2574_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_0667934d50e14826b86f62d6fd4f28bf~mv2_d_3861_2574_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Reunião com o Ministro de Estado da Economia, Paulo Guedes e Parlamentares</title><description><![CDATA[Juntamente com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes, participei de uma produtiva reunião com líderes de igrejas evangélicas para discutir a reforma tributária. A receptividade ao projeto que estamos preparando foi positiva. Conforme exposto, trata-se de uma reforma que será fundamental para o país retomar o crescimento econômico.<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_590dd60ad6784028b93905a0b7724f45%7Emv2_d_3506_2337_s_2.jpg/v1/fill/w_940%2Ch_627/f073fa_590dd60ad6784028b93905a0b7724f45%7Emv2_d_3506_2337_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/05/14/Reuni%C3%A3o-com-o-Ministro-de-Estado-da-Economia-Paulo-Guedes-e-Parlamentares</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/05/14/Reuni%C3%A3o-com-o-Ministro-de-Estado-da-Economia-Paulo-Guedes-e-Parlamentares</guid><pubDate>Wed, 15 May 2019 01:15:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Juntamente com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes, participei de uma produtiva reunião com líderes de igrejas evangélicas para discutir a reforma tributária. A receptividade ao projeto que estamos preparando foi positiva. Conforme exposto, trata-se de uma reforma que será fundamental para o país retomar o crescimento econômico.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_590dd60ad6784028b93905a0b7724f45~mv2_d_3506_2337_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_416eefac196c476aa5ccd62a0e971385~mv2_d_3506_2337_s_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Nota fiscal de serviço eletrônico ajudará prefeituras a arrecadar com serviços</title><description><![CDATA[BRASÍLIA (Reuters) - O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, anunciou nesta terça-feira o lançamento pelo governo federal da nota fiscal de serviço eletrônico, iniciativa que, segundo ele, vai permitir que prefeitos tenham condições de explorar a base de serviços."Acabou de sair do forno a nota fiscal de serviço eletrônico. Essa nota que estamos agora nesse momento lançando vai permitir que todos os municípios, de qualquer tamanho, sem investimentos pesados e caros em TI, sejam]]></description><dc:creator>Reuters/Uol</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/04/09/Nota-fiscal-de-servi%C3%A7o-eletr%C3%B4nico-ajudar%C3%A1-prefeituras-a-arrecadar-com-servi%C3%A7os</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/04/09/Nota-fiscal-de-servi%C3%A7o-eletr%C3%B4nico-ajudar%C3%A1-prefeituras-a-arrecadar-com-servi%C3%A7os</guid><pubDate>Tue, 09 Apr 2019 13:45:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>BRASÍLIA (Reuters) - O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, anunciou nesta terça-feira o lançamento pelo governo federal da nota fiscal de serviço eletrônico, iniciativa que, segundo ele, vai permitir que prefeitos tenham condições de explorar a base de serviços.</div><div>&quot;Acabou de sair do forno a nota fiscal de serviço eletrônico. Essa nota que estamos agora nesse momento lançando vai permitir que todos os municípios, de qualquer tamanho, sem investimentos pesados e caros em TI, sejam capazes de arrecadar tributos com base na exploração dos serviços&quot;, afirmou ele, ao participar da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.</div><div>Durante sua fala, Cintra defendeu que serviços são a base tributária que mais se expande no mundo todo e que em 10 ou 15 anos essa base responderá pelo grosso da arrecadação &quot;por todos os governos do mundo&quot;.</div><div>(Por Marcela Ayres)</div><div>Link da matéria: <a href="https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2019/04/09/nota-fiscal-de-servico-eletronico-ajudara-prefeituras-a-arrecadar-com-servicos-diz-cintra.htm">https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2019/04/09/nota-fiscal-de-servico-eletronico-ajudara-prefeituras-a-arrecadar-com-servicos-diz-cintra.htm</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>12th Plenary Meeting  of the Forum on Tax Administration</title><description><![CDATA[O Brasil está sendo convidado para ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e em reunião entre os dias 26 e 28 de março no Chile, país membro da entidade juntamente com outras 35 nações, estou expondo a respeito da tributação eletrônica sobre pagamentos no 12th Plenary Meeting of the Forum on Tax Administration. A entidade atua intensamente na busca de alternativas visando conter a evasão de receita pública facilitada pelo avanço da economia digital.<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_5883c279f97d4472903e413eec68874b%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/03/27/12th-Plenary-Meeting-of-the-Forum-on-Tax-Administration</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/03/27/12th-Plenary-Meeting-of-the-Forum-on-Tax-Administration</guid><pubDate>Wed, 27 Mar 2019 19:43:10 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O Brasil está sendo convidado para ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e em reunião entre os dias 26 e 28 de março no Chile, país membro da entidade juntamente com outras 35 nações, estou expondo a respeito da tributação eletrônica sobre pagamentos no 12th Plenary Meeting of the Forum on Tax Administration. A entidade atua intensamente na busca de alternativas visando conter a evasão de receita pública facilitada pelo avanço da economia digital.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_5883c279f97d4472903e413eec68874b~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_447481b503524a648fb380aadb67d74d~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Economia digital e custo trabalhista</title><description><![CDATA[O avanço da tecnologia digital impõe novos parâmetros de comportamento tanto para governos como para empresas. A informatização e as novas formas de gestão aumentaram a produtividade. A localização territorial perdeu importância na definição de produtos, no planejamento estratégico e nos padrões de compra de insumos e de distribuição de bens, principalmente nas empresas transnacionais. A moeda manual vem sendo substituída pela moeda eletrônica, tornando os sistemas econômicos cada vez mais<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_a09c984545f04592b72a027cb44f46bc%7Emv2.jpg/v1/fill/w_310%2Ch_163/f073fa_a09c984545f04592b72a027cb44f46bc%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/03/22/Economia-digital-e-custo-trabalhista</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/03/22/Economia-digital-e-custo-trabalhista</guid><pubDate>Fri, 22 Mar 2019 19:43:28 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_a09c984545f04592b72a027cb44f46bc~mv2.jpg"/><div> O avanço da tecnologia digital impõe novos parâmetros de comportamento tanto para governos como para empresas. A informatização e as novas formas de gestão aumentaram a produtividade. A localização territorial perdeu importância na definição de produtos, no planejamento estratégico e nos padrões de compra de insumos e de distribuição de bens, principalmente nas empresas transnacionais. A moeda manual vem sendo substituída pela moeda eletrônica, tornando os sistemas econômicos cada vez mais “desmonetizados”.</div><div> Em um cenário econômico cada vez mais complexo, a eficiência na cobrança de tributos se apresenta como um dos maiores desafios para os gestores públicos. As bases tributárias tradicionais se deterioram rapidamente. </div><div> No mundo informatizado, que usa predominantemente a moeda eletrônica, a forma mais eficaz de cobrar imposto é sobre o giro do dinheiro no sistema bancário. A tributação eletrônica sobre pagamentos representa uma inovação e as mentes mais conservadoras terão que se render a ela.</div><div> A reforma tributária no Brasil deve seguir nessa direção, começando pela substituição de tributos que pesam sobre a folha de salários. O país onera fortemente o fator trabalho e a troca dos 20% de contribuição previdenciária por uma contribuição eletrônica de 0,6% sobre os pagamentos é uma forma de dar início à adequação da estrutura tributária nacional à economia digital e promover a necessária desoneração do custo trabalhista.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Desafio da economia digital e a reforma tributária no Brasil</title><description><![CDATA[A integração econômica mundial e a predominância crescente de estruturas produtivas baseadas em sofisticados sistemas de comunicação e informação criaram um enorme desafio para os gestores de tributos. O tema tem mobilizado entidades mundiais como a OCDE, que tem debatido propostas visando enfrentar os efeitos deletérios que essa combinação causa sobre a capacidade arrecadatória dos governos. O modo eficaz de equacionar o problema passa pela instituição de um novo paradigma de arrecadação<img src="http://static.wixstatic.com/media/994772_8ada6407ad5a416fa07a9d2c379e8cd4%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/03/18/Desafio-da-economia-digital-e-a-reforma-tribut%C3%A1ria-no-Brasil</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/03/18/Desafio-da-economia-digital-e-a-reforma-tribut%C3%A1ria-no-Brasil</guid><pubDate>Mon, 18 Mar 2019 19:38:25 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> A integração econômica mundial e a predominância crescente de estruturas produtivas baseadas em sofisticados sistemas de comunicação e informação criaram um enorme desafio para os gestores de tributos. O tema tem mobilizado entidades mundiais como a OCDE, que tem debatido propostas visando enfrentar os efeitos deletérios que essa combinação causa sobre a capacidade arrecadatória dos governos.</div><div> O modo eficaz de equacionar o problema passa pela instituição de um novo paradigma de arrecadação pública, baseado na tributação eletrônica sobre pagamentos. É a forma mais eficiente de cobrar tributos em um cenário econômico cada vez mais comandado pela digitalização. É uma inovação que torna o sistema tributário livre da burocracia, combate fraudes, diminui a carga individual de impostos e permite reduzir custos para o contribuinte e para o poder público.</div><div> Organismos internacionais estão em busca de alternativas que possam se adequar à realidade da economia contemporânea. O Brasil ao retomar a reforma tributária terá que colocar a tributação eletrônica sobre pagamentos como proposta para substituir tributos tradicionais, começando com os que incidem sobre a folha de salários. É um ponto de partida para reduzir o custo do trabalho, ajudar no combate ao desemprego e criar uma fonte de receita estável para o governo.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/994772_8ada6407ad5a416fa07a9d2c379e8cd4~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Abaixo os Refis</title><description><![CDATA[Governo Bolsonaro tem a marca do combate aos privilégios. Importante acabar com os sonegadores profissionais que acabam transferindo aos cidadãos de bem a carga tributaria que eles nao pagam. Abaixo os Refis.]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/01/13/Abaixo-os-Refis</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/01/13/Abaixo-os-Refis</guid><pubDate>Sun, 13 Jan 2019 11:59:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Governo Bolsonaro tem a marca do combate aos privilégios. Importante acabar com os sonegadores profissionais que acabam transferindo aos cidadãos de bem a carga tributaria que eles nao pagam. Abaixo os Refis.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>País tem R$ 3 trilhões em imposto pendente</title><description><![CDATA[Publicações no Valor Econômico: “Não haverá mais Refis”, diz secretário da ReceitaPor Fabio Granerhttps://www.valor.com.br/brasil/6046137/nao-havera-mais-refis-diz-secretario-da-receita O secretário especial da Receita Federal da nova equipe econômica, Marcos Cintra, disse em entrevista ao Valor que vai trabalhar para não haver mais nenhum Refis (programa de renegociação de dívidas tributárias) e que pretende incluir na legislação uma cláusula vedando novos programas dessa natureza. “Nem me fale]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/01/03/Pa%C3%ADs-tem-R-3-trilh%C3%B5es-em-imposto-pendente</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2019/01/03/Pa%C3%ADs-tem-R-3-trilh%C3%B5es-em-imposto-pendente</guid><pubDate>Thu, 03 Jan 2019 15:17:40 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Publicações no Valor Econômico: </div><div>“Não haverá mais Refis”, diz secretário da Receita</div><div>Por Fabio Graner</div><div><a href="https://www.valor.com.br/brasil/6046137/nao-havera-mais-refis-diz-secretario-da-receita">https://www.valor.com.br/brasil/6046137/nao-havera-mais-refis-diz-secretario-da-receita</a></div><div> O secretário especial da Receita Federal da nova equipe econômica, Marcos Cintra, disse em entrevista ao Valor que vai trabalhar para não haver mais nenhum Refis (programa de renegociação de dívidas tributárias) e que pretende incluir na legislação uma cláusula vedando novos programas dessa natureza.</div><div> “Nem me fale em Refis. Sou contra. Vou facilitar e simplificar, mas não vou perdoar”, disse Cintra, reconhecendo que isso dependerá do apoio do Congresso, que foi quem abriu as últimas edições do parcelamento com desconto de multa e juros.</div><div> “Lógico que tudo depende de nossa base parlamentar, que é forte e sólida. Ela entenderá o espírito público da decisão. Quanto mais Refis existirem, maior será a carga tributária sobre os bons pagadores, que são a imensa maioria.”</div><div> O secretário confirmou que pretende já no início da atual gestão criar um programa de combate ao devedor contumaz. Ele explica que esse não é exatamente um sonegador, que usa de artifícios fraudulentos para não pagar impostos, e sim alguém que até reconhece que tem que pagar os tributos, mas usa mecanismos administrativos e judiciais para protelar, evitar ou diminuir os valores a pagar à Receita.</div><div> Segundo Cintra, hoje há cerca de R$ 3 trilhões em tributos pendentes de cobrança, seja em disputas administrativas, seja em judiciais. Além disso, argumenta, há entre R$ 300 bilhões e R$ 400 bilhões em sonegação por ano que também precisa ser combatida com mais força. “Isso é profundamente injusto. A carga tributária é alta, de 32% do PIB, alguns pagam muito, e outros, não.”</div><div> O secretário também disse que outra prioridade inicial será reduzir burocracias e mudar as regras e legislação dos processos de pagamento de impostos. “Uma trilha imediata é buscar fazer uma limpeza do sistema e azeitar a máquina para reduzir as dificuldades de recolher tributos.”</div><div> Nesse sentido, ele destacou que há projetos no Congresso que melhoram os processos tributários e cuja tramitação deve ser apoiada pelo novo governo.</div><div>Cintra reforçou que, além desses movimentos iniciais, a prioridade é construir uma proposta de reforma tributária que torne o sistema tributário mais justo e fomentador da competitividade das empresas brasileiras.</div><div> Ele também reforçou que a equipe econômica pretende reduzir o custo do trabalho, por meio da desoneração da folha de pagamentos. Nesse sentido, o secretário defendeu a redução da contribuição ao Sistema S, que vem sendo destacada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e reafirmou a disposição de rever o formato da contribuição patronal previdenciária, que hoje incide sobre o valor dos salários, por algum modelo que desonere o emprego sem prejudicar as contas públicas.</div><div> Cintra é defensor de uma tributação sobre pagamentos, que tem alguma semelhança com a antiga e extinta CPMF, com algumas diferenças. Mas esse modelo ainda não está definido porque faz parte das discussões da reforma tributária pela equipe de Guedes.</div><div> Vale lembrar que, como a proposta de reforma tributária do deputado Luiz Carlos Hauly, foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara, uma nova PEC de reforma terá que ser discutida juntamente com a iniciativa já mais avançada.</div><div>Para tributaristas, novo titular vai simplificar o Fisco</div><div>Por Joice Bacelo e Beatriz Olivon</div><div><a href="https://www.valor.com.br/brasil/6046139/para-tributaristas-novo-titular-vai-simplificar-o-fisco#">https://www.valor.com.br/brasil/6046139/para-tributaristas-novo-titular-vai-simplificar-o-fisco#</a></div><div> Advogados que atuam na área tributária acreditam que o economista Marcos Cintra, novo secretário da Receita Federal, poderá ter uma postura mais pró-contribuinte se comparado ao que se viu nas gestões passadas. Isso por causa do seu histórico profissional. &quot;Ele vem do mercado, é titular de uma escola ligada aos negócios e há muitos anos defende a simplificação do sistema tributário&quot;, disse um dos profissionais ouvidos pelo Valor.</div><div> A entrada de Marcos Cintra na Receita quebra uma sequência de mais de 15 anos de profissionais de carreira no comando do órgão. O último da iniciativa privada a ocupar o posto havia sido Everardo de Almeida Maciel, em 2002.</div><div> Essa mudança já é vista com bons olhos pelos advogados. &quot;Ele deve trazer ideias que talvez mudem um pouco o perfil da Receita na questão tributária, com olhar menos conservador e mais inovador&quot;, afirma o advogado Roberto Quiroga, sócio do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados e professor de direito tributário na Universidade de São Paulo (USP).</div><div> Mesmo os auditores fiscais estão menos resistentes. A categoria não havia recebido bem um nome da iniciativa privada, quando confirmado pela equipe econômica de Jair Bolsonaro. A resistência diminuiu especialmente em razão das propostas que foram apresentadas por Marcos Cintra para o órgão.</div><div> &quot;Ele afirmou que vai priorizar o combate à sonegação e os devedores contumazes. A posição dele contra o Refis é a posição histórica da Unafisco. Nós temos até um ação [Adin nº 6027] no Supremo Tribunal Federal contra o Refis. A fala dele aponta algumas linhas que são positivas, mas é claro que precisamos ver como será a atuação prática, no dia a dia&quot;, diz Mauro Silva, diretor da entidade.</div><div> Há ainda, no entanto, um ponto de divergência sobre a gestão de Cintra. Os auditores estão preocupados e devem buscar explicações sobre o teor do artigo 64 da Medida Provisória 870, publicada no dia 1º de janeiro. O dispositivo autoriza que sejam contratados para o gabinete profissionais também da iniciativa privada.</div><div> Para Mauro Silva, isso fez &quot;acender a luz amarela&quot; na Unafisco. &quot;Precisamos falar com ele [Marcos Cintra] para entender o motivo disso. A equipe técnica perderia espaço na formulação da política tributária e isso nos preocupa muito&quot;, completa.</div><div> A equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro vem falando em &quot;simplificação, redução e eliminação de impostos&quot; e Marcos Cintra já afirmou que vai implantar, já nesse começo de 2019, dois programas: um de combate à sonegação, como já havia afirmado o diretor da Unafisco, e outro de desburocratização do sistema.</div><div> &quot;O contribuinte gasta muito tempo estudando o tributo que precisa pagar&quot;, diz o advogado Tiago Conde, do escritório Sacha Calmon. &quot;Se simplificar o sistema haverá, certamente, um aumento na arrecadação porque a sonegação vai diminuir. Muitas vezes o contribuinte sonega não porque quer enganar o governo, mas porque ele nem sabe da incidência do imposto. O sistema atual é muito complexo&quot;, enfatiza.</div><div> Advogados acreditam que as mudanças na Receita Federal serão mais gerais e não de orientação para auditores fiscais e em órgãos como o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Afinal, o quadro de servidores da Receita está mantido. &quot;Todos os dias são editadas soluções de consulta e outras regras internas e tudo isso é muito técnico. Dificilmente quem está lá no topo vai conseguir interferir nessas questões&quot;, pondera Luís Gustavo Bichara, da banca que leva o seu nome. O tributarista chama a atenção que Cintra é um dos defensores da reforma do sistema tributário. O economista defende, há mais de duas décadas, a criação do imposto único.</div><div> Lembra também que Marcos Cintra defende há muitos anos a criação de um imposto único. &quot;A ideia de reforma dele revela um cuidado maior com o contribuinte&quot;, afirma Bichara. &quot;Podemos ter uma boa surpresa pela frente. Ele já mostrou que não é casado com o dogma do IVA [proposta de um imposto sobre bens e serviços, em substituição a tributos hoje existentes], como certos economistas que parecem querer uma reforma tributária para chamar de sua&quot;, acrescenta.</div><div> A proposta de Cintra - que é um dos nomes à frente da reforma que o governo pretende fazer no sistema tributário - prevê substituir vários tributos (entre eles, alguns dos que incidem sobre a folha de pagamento, IPI, IOF e Cofins) por uma cobrança sobre movimentação financeira.</div><div> Não há a confirmação ainda, no entanto, de que esse será exatamente o modelo adotado pelo governo. Haveria consenso de que é preciso agregar a maior quantidade de tributos hoje existentes em um único, mas não se sabe ainda qual será a base desse imposto.</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/nhojhs2e9i76zjr/Jornal%20Valor%20Econ%C3%B4mico%20-%203%20de%20janeiro%20de%202019.pdf?dl=0">Reportagens em PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Marcos Cintra trabalhará com desburocratização antes da reforma tributária</title><description><![CDATA[Muito do que o Sistema S faz pode ser feito pelo mercado de forma competitiva. Há muito que se fazer para melhorar e acabar com privilégios e garantir mais eficiência no mercado. Matéria do Estadão: https://goo.gl/KqAiUXEm PDF: https://goo.gl/T8Stty Focado na elaboração da proposta de reforma tributária, o futuro secretário do Ministério da Economia Marcos Cintra disse que a primeira tarefa do governo Jair Bolsonaro é tornar o sistema tributário que existe hoje mais funcional enquanto se discute<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_706546337edc4735b1a3149c16ad33e3%7Emv2.jpg/v1/fill/w_291%2Ch_217/f073fa_706546337edc4735b1a3149c16ad33e3%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/12/19/Marcos-Cintra-trabalhar%C3%A1-com-desburocratiza%C3%A7%C3%A3o-antes-da-reforma-tribut%C3%A1ria</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/12/19/Marcos-Cintra-trabalhar%C3%A1-com-desburocratiza%C3%A7%C3%A3o-antes-da-reforma-tribut%C3%A1ria</guid><pubDate>Tue, 18 Dec 2018 13:55:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_706546337edc4735b1a3149c16ad33e3~mv2.jpg"/><div>Muito do que o Sistema S faz pode ser feito pelo mercado de forma competitiva. Há muito que se fazer para melhorar e acabar com privilégios e garantir mais eficiência no mercado. </div><div>Matéria do Estadão: <a href="https://goo.gl/KqAiUX">https://goo.gl/KqAiUX</a></div><div>Em PDF: <a href="https://goo.gl/T8Stty">https://goo.gl/T8Stty</a></div><div> Focado na elaboração da proposta de reforma tributária, o futuro secretário do Ministério da Economia Marcos Cintra disse que a primeira tarefa do governo Jair Bolsonaro é tornar o sistema tributário que existe hoje mais funcional enquanto se discute e aprova uma reforma para mudar a forma como empresas pagam impostos. </div><div> “Vamos trabalhar nestas duas frentes simultaneamente”, disse ele, ressaltando que no curto prazo as prioridades serão simplificação, desburocratização, melhorias nos processos e procedimentos. “Há muito que fazer para melhorar e acabar com privilégios e garantir mais eficiência no mercado, nivelando o campo de atuação entre as empresas&quot;, afirmou.</div><div> Cintra previu que o setor produtivo sentirá logo as melhorias com essas medidas de curto prazo, enquanto a “reforma de fundo”, que envolve questões federativas, como a distribuição dos tributos entre União, Estados e municípios, estará sendo discutida. Para ele, a crescente judicialização do sistema tributário, como ocorre com o PIS/Cofins, é fruto de sua complexidade e burocracia.</div><div> Segundo o novo secretário, há muitos pontos em comum na proposta do governo com projeto do deputado Luiz Carlos Hauly, aprovado em comissão especial na Câmara na semana passada. “Estou trabalhando intensamente no projeto do governo. O projeto aprovado na Câmara tem diferenças com o que pensamos. Lá na frente poderemos convergir em vários pontos”, explicou. A proposta de Hauly extingue oito tributos federais, o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). No lugar deles, seriam criados Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços Específico (imposto seletivo). A transição dos regimes duraria 15 anos.</div><div> Cintra disse que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, determinou à equipe uma meta de corte de 50% dos recursos do Sistema S. Segundo ele, o processo será gradual, mas vai começar “imediatamente”.</div><div> “Muito do que o Sistema S faz pode ser feito pelo mercado de forma competitiva. Preservaremos as atividades com características de bens públicos”, disse. O resto das atividades, como capacitação, o mercado atende bem, afirmou Cintra.</div><div> O futuro secretário avaliou que “tudo está aberto à reavaliação pelo futuro governo. “O presidente Jair Bolsonaro representa renovação. E o Ministro Paulo Guedes será o instrumento desse processo”, ressaltou.</div><div> Segundo Cintra, o futuro governo no Sistema S vai desonerar a folha de salários das empresas para estimular empregos. “Nossa prioridade”, afirmou.</div><div> Uma parte das contribuições e tributos que as empresas pagam sobre a folha de pagamento é repassada para as entidades do Sistema S, ligadas às confederações patronais. O dinheiro deve ser usado para treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica. Neste ano, foram repassados R$ 17,1 bilhões. Em 2017, R$ 16,5 bilhões.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Crescimento e inovação</title><description><![CDATA[É por meio do aumento do nível de crescimento econômico durante um longo período que o Brasil pode enfrentar de modo eficaz o flagelo do desemprego e expandir a renda das pessoas. Para isso é preciso haver uma combinação eficiente entre o fortalecimento do mercado consumidor e das exportações; a expansão do patamar de formação de capital, sobretudo em infraestrutura; e um ajuste fiscal que recupere a capacidade de investimento estatal. Mas, na equação a ser montada o elemento inovação]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/12/03/Crescimento-e-inova%C3%A7%C3%A3o</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/12/03/Crescimento-e-inova%C3%A7%C3%A3o</guid><pubDate>Mon, 03 Dec 2018 11:22:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> É por meio do aumento do nível de crescimento econômico durante um longo período que o Brasil pode enfrentar de modo eficaz o flagelo do desemprego e expandir a renda das pessoas. Para isso é preciso haver uma combinação eficiente entre o fortalecimento do mercado consumidor e das exportações; a expansão do patamar de formação de capital, sobretudo em infraestrutura; e um ajuste fiscal que recupere a capacidade de investimento estatal. Mas, na equação a ser montada o elemento inovação tecnológica deve constar como um fator fundamental para o sucesso dessa empreitada.</div><div> Expandir o produto interno de modo acelerado e sustentado passa pela elevação da função de produção agregada. Isto se dá por meio do progresso tecnológico. Apenas com saltos de eficiência é que o país pode manter ciclos de crescimento econômico de longo prazo. Assim, o papel da inovação tem peso cada vez maior para a atividade produtiva nacional. É preciso acelerar o desenvolvimento científico e tecnológico, incorporando esses avanços ao processo de produção, de tal forma a elevar a produtividade total dos fatores.</div><div> Nas últimas décadas a inovação tecnológica foi definitivamente assimilada como a chave mestra para o desenvolvimento sócio econômico ao redor do mundo e à medida que o termo foi sendo compreendido o poder público passou a assumir um papel primordial para a eficácia do processo. Dentre as razões que levaram o governo a assumir um papel cada vez mais importante no sistema inovativo encontram-se características relevantes inerentes a ele que são a elevada incerteza e a assimetria de retorno dos projetos e o fato do benefício social dos investimentos no setor superar o benefício privado.</div><div> Segundo a teoria tradicional do bem-estar social, a alocação ótima dos recursos produtivos se dá pela atuação dos agentes produtores de bens privados em um mercado competitivo. Em relação à inovação, que está inserida em um contexto de falha de mercado, as particularidades do processo exigem que o Estado compartilhe riscos e reduza custos visando a geração de externalidades positivas para a sociedade. Em resumo, a inovação deve ser tratada como um bem público.</div><div> Estudos apontam que o governo deve atuar fortemente na área de pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D). Recursos públicos aplicados de modo eficiente neste setor geram retorno sociais expressivos, acima dos observados em segmentos públicos típicos, conforme aponta o trabalho intitulado “Fiscal Policy, Economic Growth and Innovation: An empirical Analysis of G20 Countries”, publicado em 2017 pela Levy Economics Institute. Nele apura-se que para cada 1% gasto adicionalmente em saúde o PIB tem um avanço suplementar de 0,3% e em educação o efeito é de 0,25%, no caso das despesas em defesa o impacto incremental é de 0,03% e em infraestrutura a expansão extra é de 0,01%. Já em relação a P&amp;D o incremento de 1% gera um crescimento adicional no PIB de 9,92%.</div><div> O resultado do estudo impressiona e confirma que a inovação é um fator capaz de conduzir a economia em um processo de crescimento sustentado. Deve ser um investimento prioritário no orçamento público em um governo efetivamente comprometido com o desenvolvimento sócio econômico e, por isso, deve ser imune a eventuais cortes em programas de ajuste orçamentário.</div><div>Doutor em Economia pela Universidade Harvard, professor titular de Economia na FGV. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto único.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Os sonegadores não estão gostando</title><description><![CDATA[Continuam as intrigas da imprensa contra minhas propostas tributárias. Paulo Guedes e eu temos discutido, para ser apresentado ao Presidente Bolsonaro, um novo sistema tributário para acabar com a regressividade e burocracia atuais. Os sonegadores não estão gostando muito...]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/11/06/Os-sonegadores-n%C3%A3o-est%C3%A3o-gostando</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/11/06/Os-sonegadores-n%C3%A3o-est%C3%A3o-gostando</guid><pubDate>Tue, 06 Nov 2018 18:51:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Continuam as intrigas da imprensa contra minhas propostas tributárias. Paulo Guedes e eu temos discutido, para ser apresentado ao Presidente Bolsonaro, um novo sistema tributário para acabar com a regressividade e burocracia atuais. </div><div>Os sonegadores não estão gostando muito...</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Críticas que não se sustentam</title><description><![CDATA[Em artigo intitulado “Corrida pela panaceia mitológica fiscal, CPMF”, publicado na revista “Conjuntura Econômica”, de outubro de 2018, José Roberto Afonso e Vilma da Conceição Pinto retomam velhas críticas à tributação sobre movimentação financeira. Repetem que ela é cumulativa e incentiva a desintermediação bancária. Em função do frequente mal-entendido quando se fala dessa forma de tributação, cabe assinalar inicialmente que ela não deve ser vista como um imposto adicional. Nenhum analista]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/11/06/Cr%C3%ADticas-que-n%C3%A3o-se-sustentam</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/11/06/Cr%C3%ADticas-que-n%C3%A3o-se-sustentam</guid><pubDate>Tue, 06 Nov 2018 12:50:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> Em artigo intitulado “Corrida pela panaceia mitológica fiscal, CPMF”, publicado na revista “Conjuntura Econômica”, de outubro de 2018, José Roberto Afonso e Vilma da Conceição Pinto retomam velhas críticas à tributação sobre movimentação financeira. Repetem que ela é cumulativa e incentiva a desintermediação bancária.</div><div> Em função do frequente mal-entendido quando se fala dessa forma de tributação, cabe assinalar inicialmente que ela não deve ser vista como um imposto adicional. Nenhum analista deve ser favorável à sua utilização desse modo. Esse tributo deve ser adotado como substituto de impostos e contribuições declaratórios.</div><div> Hoje se busca uma reforma tributária que unifique impostos e contribuições sobre uma mesma base de cobrança. De um lado, há os que desejam fazê-lo utilizando o valor adicionado pelas empresas, criando um IVA, e de outro os que querem adotar os pagamentos e recebimentos eletrônicos nos bancos. O mundo hoje discute a forma mais eficaz de tributar em uma economia globalizada e digital e a movimentação bancária é a que se mostra mais promissora. </div><div> O burocrático IVA tornou-se um problema nos quatro cantos do planeta. Só na Europa os países daquela comunidade perdem mais de 150 bilhões de euros por ano com as fraudes que ele permite.</div><div> Voltando as críticas do artigo na revista “Conjuntura Econômica”, cumpre afirmar que, de acordo com as teorias do second best e da tributação ótima, não se pode afirmar a priori que um imposto cumulativo é menos eficiente que os não-cumulativos. Essa questão foi analisada no primeiro capítulo do livro “Bank Transactions: pathway to the single tax ideal”. </div><div> Simulações mostram que, para o atingimento de uma dada meta de arrecadação, um imposto cumulativo com uma alíquota nominal relativamente baixa introduz menos distorções que um sistema convencional com tributos sobre valor agregado com alta alíquota. Isto se deve ao fato de que esta forma de tributação possui base impositiva significativamente menor. Por exemplo, um tributo sobre movimentação financeira com alíquota de 2,8% tem impacto máximo de 17,7% sobre os preços relativos de 128 setores analisados. Já no caso da tributação convencional sobre o valor agregado (ICMS, IPI, INSS patronal, PIS e Cofins) as distorções chegam a 64,1%.</div><div> Quanto à desintermediação financeira. Essa é uma crítica que a experiência da CPMF desautorizou de maneira categórica. Apregoava-se que esse tributo levaria as pessoas e empresas a deixarem de utilizar a moeda eletrônica, o que não se confirmou durante sua aplicação por 12 anos no Brasil. O fato é que, a um nível suave de taxação, a economia de imposto obtida com a consumação de negócios à margem do sistema bancário não compensa o custo do armazenamento e transporte de numerário, a insegurança, riscos de falsidade, ilegalidade de transações em moeda estrangeira, etc. </div><div> Ademais, medidas como a sobretaxação de saques e depósitos em dinheiro vivo e outras precauções dissuasivas, como a não validade jurídica de operações que vierem a ocorrer fora do sistema bancário, desestimularão qualquer tentativa nesse sentido.</div><div> Os críticos da tributação sobre movimentação financeira se apegam em aspectos que não se sustentam. É preciso avaliar a relação custo-benefício das propostas. Se o fizerem, verão que usar o fluxo de pagamentos e recebimentos nos bancos é a forma menos impactante para a economia e um meio que se ajusta à realidade digital.</div><div>Marcos Cintra é doutor em economia pela Universidade Harvard (EUA), presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e professor titular da Fundação Getulio Vargas (FGV).</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Fim da mamata</title><description><![CDATA[Embalada em alegações pseudo-técnicas sem comprovação, a verdadeira objeção ao Imposto sobre Pagamentos vem dos grandes sonegadores.Sabem que terão de pagar o imposto e ainda correm o risco de terem revelada a evasão dos demais tributos.]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/11/05/Fim-da-mamata</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/11/05/Fim-da-mamata</guid><pubDate>Mon, 05 Nov 2018 11:28:43 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Embalada em alegações pseudo-técnicas sem comprovação, a verdadeira objeção ao Imposto sobre Pagamentos vem dos grandes sonegadores.</div><div>Sabem que terão de pagar o imposto e ainda correm o risco de terem revelada a evasão dos demais tributos.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>MENTIRA!</title><description><![CDATA[O Globo sonega as informações corretas.Atribuiu a mim a afirmação de que Jair Bolsonaro iria recriar a CPMF. Mentira. Nunca disse isso. Não gosto da CPMF e quando fui deputado federal votei contra ela todas as vezes em que se tentou prorrogá-la.]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/11/02/MENTIRA</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/11/02/MENTIRA</guid><pubDate>Fri, 02 Nov 2018 12:26:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O Globo sonega as informações corretas.</div><div>Atribuiu a mim a afirmação de que Jair Bolsonaro iria recriar a CPMF. Mentira. Nunca disse isso. Não gosto da CPMF e quando fui deputado federal votei contra ela todas as vezes em que se tentou prorrogá-la.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O funeral do modelo tributário</title><description><![CDATA[Em artigo na Folha de S.Paulo, presidente do Sebrae, Guilherme Afif, propõe a unificação de tributos sobre transações bancárias como alternativa para a reforma tributária:O que está acontecendo com o Brasil de hoje? A nação evoluiu muito. O Estado, muito pouco. A nação quer avançar, mas o Estado só atrapalha e ainda nos passou a conta da crise.E por que digo isso? Porque, apesar de uma campanha presidencial polarizada, ninguém está discutindo o Brasil real. E esse debate teria de passar,]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/10/31/O-funeral-do-modelo-tributario</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/10/31/O-funeral-do-modelo-tributario</guid><pubDate>Wed, 31 Oct 2018 12:24:38 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Em artigo na Folha de S.Paulo, presidente do Sebrae, Guilherme Afif, propõe a unificação de tributos sobre transações bancárias como alternativa para a reforma tributária:</div><div>O que está acontecendo com o Brasil de hoje? A nação evoluiu muito. O Estado, muito pouco. A nação quer avançar, mas o Estado só atrapalha e ainda nos passou a conta da crise.</div><div>E por que digo isso? Porque, apesar de uma campanha presidencial polarizada, ninguém está discutindo o Brasil real. E esse debate teria de passar, necessariamente, pela redefinição do sistema federativo e do sistema político-partidário. Todo o resto vem depois.</div><div>Primeiro, é preciso estabelecer que Estado queremos, onde ele deve estar presente, de que maneira e com que objetivos. Todas as outras reformas, a tributária, a da Previdência, são consequências da primeira.</div><div>Tem de se redefinir o papel de cada um. O que a sociedade civil e o cidadão puderem fazer melhor, que o façam sem que o Estado atrapalhe e vice-versa. Vamos acabar com essa história de Estado mínimo. Você pergunta para as pessoas e elas querem um Estado forte, para promover a educação, a saúde e a segurança. Mas, isso nas áreas em que os governos devem atuar.</div><div>Nosso sistema tributário é uma prova da completa falta de harmonia entre Estado, sociedade e cidadão.</div><div>Graças a um artigo que inserimos na Constituição de 1988, podemos saber que o imposto equivale a quase metade do preço, no caso da gasolina, por exemplo. Isso é absolutamente irracional. A história mostra que, quanto maior a alíquota, menor é a arrecadação e maior é a sonegação. E ainda botam a culpa em quem está no balcão!</div><div>O mundo globalizado e a era digital --caracterizados pelas transações eletrônicas, o comércio via internet, a volatilidade e mobilidade de fatores, de capitais, de mercadorias e de serviços-- tornam a tarefa de tributar muito mais difícil pela necessidade de fiscalizar e auditar número incalculável de transações que se realizam a cada momento. E olha que um sistema jurídico-tributário como o brasileiro não encontra precedentes em nenhum outro lugar do mundo.</div><div>Aos que defendem o IVA (imposto sobre valor agregado), recorro ao experiente economista e político Roberto Campos (1917-2001), que dizia que o IVA &quot;é o aprimoramento do obsoleto, um imposto do passado&quot;.</div><div>Mas, se não é esta, qual a saída para nosso manicômio tributário? Eu sempre defendi a simplificação como a melhor maneira de lidar com algo complicado. E isso passa pela redução do número de impostos.</div><div>A ideia do tributo único é tentadora, mas tem de ser bem discutida com a sociedade para decidir como aplicá-la melhor.</div><div><div>O professor Marcos Cintra calcula que uma alíquota de 1% seria suficiente para arrecadar 23% do PIB, valor que equivale à carga tributária média histórica no Brasil anterior à explosão fiscalista na década de 90. Hoje, com carga tributária de mais de 35% do PIB, a alíquota necessária seria de </div>2,81% em cada parte de uma transação nas contas correntes bancárias, substituindo tributos que representam 27% do PIB.</div><div>Vale lembrar que, com o imposto único, os custos de administração do governo seriam significativamente reduzidos e, portanto, seria possível uma redução na carga tributária, sem prejuízo nos serviços prestados.</div><div>Com um único tributo, seriam eliminadas as exigências de emissão de notas fiscais, preenchimento de guias de arrecadação, declarações de renda ou de bens e de qualquer outra formalidade fiscal. Outro resultado imediato seria a redução da corrupção, da sonegação e dos custos tributários para as empresas e trabalhadores.</div><div>Como podemos ver, não está muito longe o dia em que vamos presenciar o funeral de nosso atual modelo tributário.</div><div>Guilherme Afif Domingos</div><div>Presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas); ex-vice-governador de São Paulo (2011-2014, governo</div><div>Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/10/o-funeral-do-modelo-tributario.shtml?utm_source=whatsapp&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=compwa">Folha de S.Paulo</a></div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/e8rm5rxog8cxq7i/O%20funeral%20do%20modelo%20tribut%C3%A1rio%20-%20Guilher%20Afif%20Folha%2030-10-2018.pdf?dl=0">Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Cortar e racionalizar gastos</title><description><![CDATA[O Brasil vive uma crise orçamentária que exigirá ações impactantes por parte do novo Presidente da República. Apenas o déficit primário, que não considera o pagamento de juros da dívida pública, está estimado em R$ 139 bilhões em 2019. O ajuste fiscal a ser implementado a partir do próximo ano deve ter como diretriz fundamental o corte de gastos. A sociedade brasileira não suporta mais a velha prática de aumentar tributos sempre que há desequilíbrio nas contas públicas. Um primeiro aspecto a ser]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/10/27/Cortar-e-racionalizar-gastos</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/10/27/Cortar-e-racionalizar-gastos</guid><pubDate>Sat, 27 Oct 2018 13:48:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> O Brasil vive uma crise orçamentária que exigirá ações impactantes por parte do novo Presidente da República. Apenas o déficit primário, que não considera o pagamento de juros da dívida pública, está estimado em R$ 139 bilhões em 2019.</div><div> O ajuste fiscal a ser implementado a partir do próximo ano deve ter como diretriz fundamental o corte de gastos. A sociedade brasileira não suporta mais a velha prática de aumentar tributos sempre que há desequilíbrio nas contas públicas.</div><div> Um primeiro aspecto a ser considerado quando se trata de cortar gastos públicos no país se refere aos interesses envolvidos. O corporativismo, a cultura do “direito conquistado”, a demagogia, o populismo e a ditadura do “politicamente correto” devem ser enfrentados. Apoiados pela mídia engajada e pelos políticos populistas, grupos organizados que se sentem prejudicados por reduções de despesas governamentais, mesmo que minoritários, encontram campo fértil para exercerem a defesa de seus “direitos”, mesmo que às custas de suas obrigações e dos interesses sociais mais amplos da maioria da população. Nesse ambiente, cortar gastos se transforma em tarefa árdua.</div><div> Outro foco de dificuldades na implementação de cortes de gastos governamentais encontra-se na rigidez do processo decisório público. No Brasil, as instâncias políticas deliberativas são múltiplas, com amplas oportunidades de interferências apriorísticas do Poder Judiciário e de vários órgãos de controle e fiscalização.</div><div> Além do mais, o processo orçamentário brasileiro é incremental. Os que militam na gestão pública sabem que as propostas orçamentárias para exercícios futuros tomam como base os projetos e programas em execução no exercício em curso. Essa prática adota como premissa que os gastos e ações em execução são justificáveis pelo simples fato de já existirem, cabendo aos que elaboram, aprovam e executam os orçamentos públicos interferirem apenas em decisões marginais de acréscimos ou de reduções desses programas. Os orçamentos tornam-se rígidos, carregados de vinculações legais e, portanto, inflexíveis para baixo.</div><div> Programas, ações e atividades uma vez incluídos no orçamento público dificilmente são avaliados periodicamente para justificar sua continuidade, ou eliminação. Sobrevivem por inércia, e por vezes sem objetivos a serem atingidos, porém sempre consumidoras de escassos recursos públicos.</div><div> A alternativa para racionalizar gastos no país passa pela adoção do orçamento base-zero. Esse método inverte a lógica atual, e têm a grande qualidade de partir a cada ano de uma página em branco, e assim requer permanente acompanhamento e avaliação de resultados das atividades públicas. A manutenção de programas e atividades preexistentes e sua exclusão ou alteração, bem como a inclusão de novas atividades e gastos exigem sistemáticas e criteriosas avaliações anuais que justifiquem sua inclusão, exclusão ou alteração. Todo ano, cada projeto, novo ou preexistente, deve passar por rígida avaliação custo-benefício antes de ser incluído na peça orçamentária anual.</div><div> Determinação, firmeza e coragem são atributos necessários ao Presidente da República que assumirá em 2019 quando ele tiver que reduzir gastos. Enfrentar grupos privilegiados que sugam dinheiro público e oferecem baixo ou nenhum retorno social é um desafio imediato para equacionar a crise fiscal e adotar o orçamento base-zero é a saída para racionalizar definitivamente a gestão dos recursos públicos no país.</div><div>Marcos Cintra é doutor em economia pela Universidade Harvard (EUA), presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e professor titular da Fundação Getulio Vargas (FGV).</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>IVA será desastroso</title><description><![CDATA[Nunca é demais insistir no tema reforma tributária quando o país está prestes a eleger o novo Presidente da República. O debate atual contempla dois projetos que farão toda diferença no tocante à criação dos pilares que vão dar sustentação para o crescimento econômico de longo prazo que o Brasil tanto busca. O projeto mais promissor refere-se à unificação de vários tributos sobre os pagamentos e recebimentos no ambiente eletrônico do sistema bancário. É a forma mais eficaz de gerar receita]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/10/24/IVA-ser%C3%A1-desastroso</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/10/24/IVA-ser%C3%A1-desastroso</guid><pubDate>Wed, 24 Oct 2018 20:25:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> Nunca é demais insistir no tema reforma tributária quando o país está prestes a eleger o novo Presidente da República. O debate atual contempla dois projetos que farão toda diferença no tocante à criação dos pilares que vão dar sustentação para o crescimento econômico de longo prazo que o Brasil tanto busca.</div><div> O projeto mais promissor refere-se à unificação de vários tributos sobre os pagamentos e recebimentos no ambiente eletrônico do sistema bancário. É a forma mais eficaz de gerar receita pública em um mundo regido pela economia digital. Por meio dessa proposta seria possível aplicar uma alíquota reduzida sobre toda transação nas contas bancárias. A sonegação, que hoje ultrapassa R$ 400 bilhões por ano, se tornaria quase inexistente, os custos para as empresas e o governo seriam fortemente reduzidos, haveria estímulo ao consumo por causa da extinção de impostos embutidos nos preços e as empresas poderiam contratar e formalizar funcionários com a redução dos desembolsos com mão de obra ocasionada pelo fim dos tributos sobre a folha de salários.</div><div> O pior dos mundos seria levar adiante o burocrático Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Em relação a esse tributo vale retomar o posicionamento de um dos mais importantes homens públicos que o Brasil já teve: Roberto Campos.</div><div> No final dos anos 1960, Roberto Campos, um dos mais profícuos pensadores brasileiros, adotou a tributação sobre valor agregado no país, algo que para a época representou uma inovação impactante para a economia nacional, contribuindo para o chamado “milagre econômico”.</div><div> A partir dos anos 1980, Roberto Campos começou a criticar a administração pública brasileira. Um dos principais focos de suas análises passou a ser o sistema tributário que ele mesmo ajudara a criar, mas que segundo ele havia se transformado em um grande obstáculo para o desenvolvimento econômico do país.</div><div> No final dos anos 1990 discutia-se a reforma tributária na Câmara dos Deputados e sua reação à proposta de criar um grande IVA foi analisada em um artigo publicado pela Folha de S. Paulo em 12/9/1999, intitulado “Como sair do manicômio fiscal”, onde ele diz: “Há algum tempo, pensava eu ser urgentíssima a desconstrução do nosso manicômio fiscal para corrigir dois males principais: a sonegação fiscal, […], e o alto custo da contratação de mão-de-obra. Hoje há uma terceira razão, pois a globalização e a digitalização representam uma mudança de paradigma. Enfraquece-se enormemente a produtividade dos impostos clássicos sobre produção, circulação e serviços, relíquias artesanais na sociedade eletrônica”. Campos conclui o artigo dizendo que o IVA “é um esforço de aperfeiçoamento do obsoleto, pois substitui o ICMS, o IPI e o ISS por um novo ICMS, sob legislação federal e partilhado com os Estados. Se o novo ICMS incorporasse adicionais para substituir as contribuições sociais – PIS, Cofins e CSSL – a atual alíquota de 17% teria de ser aumentada, estimulando ainda mais a sonegação”.</div><div> A mesma proposta de reforma tributária de quase 20 anos atrás que Roberto Campos renegou vem sendo cogitada novamente. É um dever resgatar seu pensamento no debate atual. Ao contrário do que diziam, ele era um revolucionário, um criador de paradigmas, que sempre olhava à frente com a experiência acumulada do passado.</div><div> O IVA foi importante há mais de 50 anos. Hoje seus princípios não se ajustam ao mundo moderno. Insistir nessa proposta será desastroso. A reforma tributária requer uma forma de cobrança baseada no fluxo de caixa eletrônico no sistema bancário.</div><div>Doutor em Economia pela Universidade Harvard, professor titular de Economia na FGV. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto único. É Presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/00fc2w5lmt1n1iy/artigo_IVA_sera_desastroso-SPNorte-26-10-2018.pdf?dl=0">Imprimir</a>| <a href="https://www.dropbox.com/s/00fc2w5lmt1n1iy/artigo_IVA_sera_desastroso-SPNorte-26-10-2018.pdf?dl=0">Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Reforma tributária em pauta</title><description><![CDATA[A eleição presidencial de 2018 no Brasil colocou em pauta a reforma tributária. O próximo presidente não terá como adiá-la. São mais de 20 anos de discussão e a estrutura de impostos e contribuições que já era ruim há duas décadas se tornou um enorme entrave para a atividade produtiva e um fator de desigualdade social. Estão em pauta duas propostas que visam a unificar tributos: uma quer fazê-la utilizando como base de cobrança o valor agregado pelas empresas, criando um IVA, e outra propõe usar]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/10/16/Reforma-tribut%C3%A1ria-em-pauta</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/10/16/Reforma-tribut%C3%A1ria-em-pauta</guid><pubDate>Tue, 16 Oct 2018 20:06:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> A eleição presidencial de 2018 no Brasil colocou em pauta a reforma tributária. O próximo presidente não terá como adiá-la. São mais de 20 anos de discussão e a estrutura de impostos e contribuições que já era ruim há duas décadas se tornou um enorme entrave para a atividade produtiva e um fator de desigualdade social.</div><div> Estão em pauta duas propostas que visam a unificar tributos: uma quer fazê-la utilizando como base de cobrança o valor agregado pelas empresas, criando um IVA, e outra propõe usar os pagamentos realizados no sistema bancário, instituindo o que podemos chamar de Imposto Unificado sobre Pagamentos (IUP).</div><div> Cumpre dizer que no caso do IVA a ideia é substituir cerca de cinco tributos por um com alíquota em torno de 25%. Já o IUP propõe eliminar tributos arrecadatórios como a CSLL, IPI, Cofins, contribuições previdenciárias patronais, IOF, ITR e outros. Sua alíquota seria em torno de 1,14%, permanecendo apenas os impostos de natureza extrafiscal (instrumento de regulação de política econômica, como os impostos sobre comércio exterior), as taxas pela prestação de serviços, os tributos que se caracterizam como poupança do trabalhador (FGTS e PIS) e as contribuições previdenciárias individuais.</div><div> Confrontar as duas propostas é algo fundamental, mas pouco se faz nesse sentido. Há três pontos importantes que devem ser considerados.</div><div> Em primeiro lugar cabe enfatizar que o IVA distorce mais os preços do que um IUP. Simulações revelam que um IVA que agrega Cofins, IPI e INSS sobre a folha de salários, por exemplo, gera um ônus médio de 22,1% sobre os preços de 128 setores analisados. Todavia, um IUP com alíquota de 0,7% nos pagamentos e recebimentos nos bancos, suficiente para gerar a mesma receita daqueles três tributos, impacta em média 3,7%.</div><div> O segundo ponto é que o IVA é complexo, de alto custo e de difícil assimilação pelos contribuintes. É um tributo declaratório e exige sistemas de controle dispendiosos para o governo e para o contribuinte. Parte da receita pública obtida é canalizada para financiar a burocracia fiscal e as empresas arcam com elevadas despesas administrativas para cumprir as exigências da lei, portanto, o custo administrativo se manteria elevado no Brasil.</div><div> O IUP, por sua vez, é um tributo não declaratório e de fácil cobrança, ou seja, não requer a enorme gama de declarações e guias exigidas dos tributos declaratórios. Seu custo é baixo para o contribuinte e para o governo, gerando um contencioso quase nulo.</div><div> O terceiro aspecto é que por incidir sobre uma base restrita, o valor agregado, o IVA requer uma alíquota elevada. Essa situação, combinada com o fato de se tratar de um tributo declaratório, estimula a evasão e a sonegação. O IUP, por seu turno, é um tributo universal. Sua base ampla permite usar uma alíquota reduzida para obter a mesma receita que um IVA com alíquota elevada, e sua cobrança automática, associada com essa alíquota baixa, traduz-se em uma forma eficaz de combate à evasão de arrecadação.</div><div> Os críticos de um tributo como o IUP não se dão ao trabalho de avaliar questões como as apresentadas neste artigo. O tributo, mesmo cumulativo, é uma forma mais eficiente de gerar receita pública. Ademais, é preciso enfatizar que sua cobrança se adequa ao mundo atual, regido pela globalização e pela economia digital.</div><div>Marcos Cintra é doutor em economia pela Universidade Harvard (EUA), presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e professor titular da Fundação Getulio Vargas (FGV).</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>IVA é incompatível com o mundo digital</title><description><![CDATA[O saudoso Roberto Campos afirmou no artigo “O funeral da nota fiscal”, publicado na Revista Veja em 23/6/1999, que é preciso evitar reformas do sistema tributário baseadas na estrutura clássica de impostos, como o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), uma vez que se trata de “uma curiosa relíquia artesanal na era eletrônica”. Everardo Maciel, ex-secretário da Receita Federal, no artigo “O equívoco da reforma tributária”, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 5/10/2017, comenta a vocação]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/10/15/IVA-%C3%A9-incompat%C3%ADvel-com-o-mundo-digital</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/10/15/IVA-%C3%A9-incompat%C3%ADvel-com-o-mundo-digital</guid><pubDate>Fri, 12 Oct 2018 12:13:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> O saudoso Roberto Campos afirmou no artigo “O funeral da nota fiscal”, publicado na Revista Veja em 23/6/1999, que é preciso evitar reformas do sistema tributário baseadas na estrutura clássica de impostos, como o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), uma vez que se trata de “uma curiosa relíquia artesanal na era eletrônica”.</div><div> Everardo Maciel, ex-secretário da Receita Federal, no artigo “O equívoco da reforma tributária”, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 5/10/2017, comenta a vocação brasileira para copiar padrões tributários adotados em países com condições diferentes das nossas. E conclui que “o mais grave é que buscamos copiar modelos em franca obsolescência, como o IVA”.</div><div> Por outro lado, estabelecendo um esclarecedor contraste entre o anacronismo do IVA e o caráter inovador dos lançamentos bancários como base tributária, Vito Tanzi, na obra Globalization, technological developments, and the work of fiscal termites (IMF, Working Paper, WP/00/181, Nov. 2000), afirma que a movimentação financeira tem o mérito de ser uma inovação tributária ocorrida após a introdução dos tributos sobre valor agregado em meados do século passado.</div><div> Tributos convencionais como o IVA, que alguns candidatos à Presidência da República estão propondo, exigem o acompanhamento físico das transações econômicas, uma tarefa cada dia mais difícil e onerosa para ser realizada com sucesso. A era digital, caracterizada pelas transações eletrônicas, o comércio pela internet, a volatilidade e mobilidade de fatores, de capitais, de mercadorias e de serviços tornam a tarefa quase impossível de ser concretizada por haver necessidade de fiscalizar e auditar um número incalculável de transações que se realizam a cada momento. O resultado é que no mundo moderno os IVAs tornam-se cada dia mais sujeitos a formas variadas de evasão e de “planejamento” tributário, causadoras de profunda deterioração da eficácia desta base tributária. Ao mesmo tempo, exigem crescente burocracia e infindáveis controles para evitar perda de arrecadação.</div><div> O mundo digital tem características crescentemente incompatíveis com as principais características analógicas de impostos convencionais como os IVAs.</div><div> Destaco alguns atributos que estão na base da conceituação dos impostos convencionais: 1) materialidade, visto que eles pressupõem a identificação, classificação e auditoria físicas pontuais para sua operacionalização; 2) individualidade de qualidades geográficas como locais de origem e destino dos bens e serviços transacionados; 3) territorialidade mediante a necessidade de definir atributos como nacionalidade e composição acionária pelos entes tributantes dos Estados nacionais; e 4) tipicidade, por exigir objetiva classificação dos produtos em grupos industriais para o correto enquadramento tributário.</div><div> Como se vê, trata-se de um conjunto de atributos essenciais para a configuração tributária dos impostos clássicos da era analógica, mas que rapidamente tornam-se imprecisos e indefinidos no mundo digital moderno.</div><div> A reforma tributária que o próximo Presidente da República terá que implementar deve estar em sintonia com a tecnologia digital que rege o mundo contemporâneo. Insistir no ultrapassado IVA é uma insensatez de pessoas que não se ajustaram à realidade virtual.</div><div>Doutor em Economia pela Universidade Harvard, professor titular de Economia na FGV. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto único. É Presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>IUF no plano de governo</title><description><![CDATA[Em entrevista ao programa Pânico na Radio Jovem Pan, o economista Paulo Guedes fala sobre as propostas de reforma tributária baseada no Imposto Único Federal.<img src="http://img.youtube.com/vi/LiemFtThr9c/mqdefault.jpg"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/10/15/IUF-no-plano-de-governo</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/10/15/IUF-no-plano-de-governo</guid><pubDate>Tue, 09 Oct 2018 12:26:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Em entrevista ao programa Pânico na Radio Jovem Pan, o economista Paulo Guedes fala sobre as propostas de reforma tributária baseada no Imposto Único Federal.</div><iframe src="https://www.youtube.com/embed/LiemFtThr9c"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Inovação tributária</title><description><![CDATA[Vários candidatos presidenciais estão propondo a adoção de um “imposto único”. Modernamente, o tema surgiu no Brasil com minha proposta, publicada na Folha de S. Paulo, no artigo “Por uma revolução tributária”, em 14 de janeiro de 1990, e que foi objeto, em 28 de janeiro de 1990, de um editorial de capa daquele jornal em apoio ao projeto. O que propus na ocasião foi a retomada de um debate que vinha desafiando economistas há séculos, ou seja, a busca de uma base tributária suficientemente ampla]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/29/Inova%C3%A7%C3%A3o-tribut%C3%A1ria</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/29/Inova%C3%A7%C3%A3o-tribut%C3%A1ria</guid><pubDate>Sat, 29 Sep 2018 14:34:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> Vários candidatos presidenciais estão propondo a adoção de um “imposto único”. Modernamente, o tema surgiu no Brasil com minha proposta, publicada na Folha de S. Paulo, no artigo “Por uma revolução tributária”, em 14 de janeiro de 1990, e que foi objeto, em 28 de janeiro de 1990, de um editorial de capa daquele jornal em apoio ao projeto. O que propus na ocasião foi a retomada de um debate que vinha desafiando economistas há séculos, ou seja, a busca de uma base tributária suficientemente ampla para permitir que com apenas um tributo o Estado fosse capaz de financiar suas atividades. Tal proposta havia conquistado notoriedade com o trabalho de Henry George na obra “Progress and Poverty”, no início do século passado, nos Estados Unidos, no qual ele propôs a adoção, frustrada, de um imposto único sobre a renda fundiária.</div><div> No Brasil, a persistência de crônicos e elevados patamares inflacionários que perduraram por décadas até o Plano Real, havia estimulado o desenvolvimento de sofisticada informatização bancária. Isto tornou possível a identificação de uma nova base tributária ampla, quase universal, que é a transação financeira alcançável mediante a tributação dos lançamentos bancários, resultando no reconhecido sucesso da adoção por doze anos do IPMF/CPMF (Imposto Provisório sobre a Movimentação Financeira e (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira). Cumpre lembrar que na ocasião critiquei de modo veemente o oportunismo do governo ao usar tal tributo apenas como mais um quando a ideia era que ele substituísse vários dos impostos e contribuições convencionais existentes.</div><div> Confundindo germano com gênero humano, o “imposto único” que vários candidatos estão propondo, contudo, tem pouco a ver com o conceito original mencionado acima. O que falam nesta campanha presidencial nada mais é do que a simples unificação/consolidação de alguns tributos existentes. Além de não alcançar a ambicionada unicidade tributária, os planos presidenciais de vários candidatos também diferem substancialmente do imposto único que apresentei em 1990 no tocante à base tributária a ser utilizada por este novo imposto.</div><div> Originalmente o Imposto Único previa a incidência tributária sobre a movimentação bancária, ao passo que atualmente fala-se no valor agregado como base de incidência do novo tributo chamado genericamente de IVA (imposto sobre valor agregado). O IVA enfrenta sérias e insuperáveis limitações.</div><div> Trata-se de um tributo declaratório e, portanto, facilmente manipulável, estruturado em práticas de “auto lançamento e auto recolhimento com auditoria”, uma tecnologia complexa, artesanal e profundamente contraditória com as tendências globalizantes e informatizadas das transações econômicas realizadas no mundo moderno, o que o torna rapidamente em uma forma de tributação precocemente anacrônica.</div><div> O “imposto único” incidente sobre o valor agregado (IVA), é uma ideia burocrática e ultrapassada e cuja alíquota ao redor de 25% é um estímulo à sonegação. Já o Imposto Único sobre a movimentação financeira, idealizado há 28 anos, representa uma inovação tributária em sintonia com a economia globalizada e digital e sua alíquota em torno de 1,5% cobrada de modo não declaratório combate a evasão de tributos, gera eficiência para as empresas e torna a distribuição do ônus entre os contribuintes mais equânime.</div><div>Marcos Cintra é doutor em Economia pela Universidade Harvard (EUA) e professor titular da FGV (Fundação Getulio Vargas). É presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/3c6dpl4a87pwodt/artigo_Inovacao_tributaria-OImparcial-29-09-2018.pdf?dl=0">Imprimir | Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Informações equivocadas</title><description><![CDATA[Informações equivocadas têm sido divulgadas na imprensa referente à unificação de tributos sobre a movimentação financeira. Importante ressaltar que em momento algum foi proposto recriar a CPMF, algo que rechaço de modo veemente. O projeto em estudo se alinha com as necessidades do mundo globalizado e digital que temos hoje. Os impostos tradicionais não funcionam mais porque foram idealizados há mais de meio século. A reforma que propomos é estrutural e simulações que estamos realizando mostram<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_1a1a4ff5c1de4b14a69bd0d32fd50929%7Emv2.jpg/v1/fill/w_404%2Ch_349/f073fa_1a1a4ff5c1de4b14a69bd0d32fd50929%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/21/Informa%C3%A7%C3%B5es-equivocadas</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/21/Informa%C3%A7%C3%B5es-equivocadas</guid><pubDate>Fri, 21 Sep 2018 19:07:36 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_1a1a4ff5c1de4b14a69bd0d32fd50929~mv2.jpg"/><div> Informações equivocadas têm sido divulgadas na imprensa referente à unificação de tributos sobre a movimentação financeira. Importante ressaltar que em momento algum foi proposto recriar a CPMF, algo que rechaço de modo veemente. O projeto em estudo se alinha com as necessidades do mundo globalizado e digital que temos hoje. Os impostos tradicionais não funcionam mais porque foram idealizados há mais de meio século. A reforma que propomos é estrutural e simulações que estamos realizando mostram que ela contribuiria de modo expressivo para o crescimento sustentado da economia brasileira e o país teria uma forma eficaz de acabar com a sonegação que bate em meio trilhão de reais por ano.</div><div>Confira a matéria completa no <a href="https://goo.gl/sDvzkX">Valor Econômico.</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Pensamento tributário parou no tempo</title><description><![CDATA[No mundo contemporâneo, regido pela tecnologia digital, as pessoas usufruem de maior comodidade em suas atividades rotineiras, vivem mais e otimizam o tempo com mais lazer. As empresas tornam-se mais eficientes e lucrativas, atendendo seus consumidores de forma customizada. A gestão pública conhece novos métodos de governança, abrindo possibilidades de desburocratização e transparência. Embora o impacto tecnológico da era digital seja praticamente universal, a ciência e a prática tributárias]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/21/Pensamento-tribut%C3%A1rio-parou-no-tempo</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/21/Pensamento-tribut%C3%A1rio-parou-no-tempo</guid><pubDate>Fri, 21 Sep 2018 13:23:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> No mundo contemporâneo, regido pela tecnologia digital, as pessoas usufruem de maior comodidade em suas atividades rotineiras, vivem mais e otimizam o tempo com mais lazer. As empresas tornam-se mais eficientes e lucrativas, atendendo seus consumidores de forma customizada. A gestão pública conhece novos métodos de governança, abrindo possibilidades de desburocratização e transparência.</div><div> Embora o impacto tecnológico da era digital seja praticamente universal, a ciência e a prática tributárias seguem impermeáveis a todas estas tendências revolucionárias. Os sistemas de arrecadação de tributos seguem destoando desta modernidade, mantendo seus conceitos e práticas desenvolvidos no século passado, durante a era analógica.</div><div> Certamente alguns dirão que o sistema tributário se acha informatizado e automatizado. As declarações passaram a ser feitas pela internet e poderosos computadores cruzam informações dos contribuintes em busca de indícios de evasão. As notas fiscais eletrônicas permitem o acompanhamento online das transações realizadas nos mais variados mercados e o processo de cobrança é ágil.</div><div> Mas a realidade é que o processo tributário acelerou em muitas de suas tarefas mecânicas de transporte e armazenamento de informações, mas continua se valendo de conceitos da era analógica. É como se subitamente dispusessem de máquinas de escrever e de calcular mais rápidas, mas as operações continuam sendo as mesmas de sempre. As bases tributárias são as mesmas de um século atrás, ou seja: renda, consumo, riqueza e folha de salários. A apuração de débitos e créditos tributários continua presidida por conceitos como territorialidade, materialidade e nacionalidade. A estrutura de arrecadação continua sendo preponderantemente o sistema artesanal da “auto apuração e auto recolhimento com auditoria”. A principal forma de cobrança dos fiscos se dá em moldes convencionais. Continua sendo a movimentação física de mercadorias.</div><div> A tecnologia digital não penetrou no âmago do pensamento tributário e nem influenciou o surgimento de conceitos melhor adaptados ao mundo moderno como a desmaterialização do valor, o desaparecimento das barreiras nacionais e a perda da capacidade de administração tributária dos Estados nacionais. Como definir origem e destino de um impulso eletrônico que em segundos roda toda a extensão do planeta? Como tributar ideias, pensamentos e projetos embalados e impulsos eletrônicos indecifráveis para o fiscal de impostos?</div><div> Usando o dito popular, o que há de novo nos sistemas de informação utilizados pelas administrações tributárias atuais são apenas “remendos novos em calça velha”.</div><div> Infelizmente parte do pensamento tributário não acompanhou a evolução tecnológica e um exemplo disso é a ideia de se fazer a reforma tributária no Brasil com base na mera unificação de alguns tributos sobre o valor agregado, criando um burocrático e ultrapassado IVA (Imposto sobre Valor Agregado), idealizado há pelo menos meio século.</div><div> É preciso pensar a reforma tributária com base no ambiente digital em que a sociedade vive e se desenvolve a passos largos. Não há como imaginar que tributos convencionais gerados na era do papel, dos livros contábeis e das barreiras físicas de transporte de mercadorias serão capazes de evitar a generalizada evasão tributária e suas dramáticas consequências para o financiamento do Estado moderno.</div><div>Doutor em Economia pela Universidade Harvard, professor titular de Economia na FGV. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto único. É Presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/wsjjgrf9mr6ce7i/artigo_Pensamento_tributario_parou_no_tempo-SPNorte-21-09-2018.pdf?dl=0">Imprimir | Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Reforma tributária e movimentação financeira</title><description><![CDATA[O portal UOL destacou em sua home que "Economista de Bolsonaro quer unificar alíquota do IR e recriar a CPMF". Reproduz-se a coluna de Mônica Bergamo publicada nesta Folha em que ela diz que Paulo Guedes afirmou que eu o "convenci" a trazer de volta a CPMF para financiar o INSS. Em primeiro lugar, cabe esclarecer que a chamada no UOL dá a falsa impressão de que o projeto que apresentei para estudo de Paulo Guedes é simplesmente recriar a CPMF. Esse tributo foi rechaçado por mim ao longo de todos]]></description><dc:creator>Marcos Cintra - Folha de S.Paulo</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/20/Reforma-tribut%C3%A1ria-e-movimenta%C3%A7%C3%A3o-financeira</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/20/Reforma-tribut%C3%A1ria-e-movimenta%C3%A7%C3%A3o-financeira</guid><pubDate>Thu, 20 Sep 2018 13:35:02 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> O portal UOL destacou em sua home que &quot;Economista de Bolsonaro quer unificar alíquota do IR e recriar a CPMF&quot;. Reproduz-se a coluna de Mônica Bergamo <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2018/09/assessor-economico-de-bolsonaro-quer-recriar-imposto-nos-moldes-da-cpmf.shtml">publicada nesta Folha</a> em que ela diz que Paulo Guedes afirmou que eu o &quot;convenci&quot; a trazer de volta a CPMF para financiar o INSS.</div><div> Em primeiro lugar, cabe esclarecer que a chamada no UOL dá a falsa impressão de que o projeto que apresentei para estudo de Paulo Guedes é simplesmente recriar a CPMF.</div><div> Esse tributo foi rechaçado por mim ao longo de todos os anos de sua existência, pois implicou uma deturpação da ideia do imposto único, elevando a carga tributária sem os benefícios da eliminação de outros tributos. A proposta em discussão atualmente é substituir um tributo que pesa significativamente sobre o custo do trabalho no país, algo que compromete a competitividade doméstica e limita a geração de empregos.</div><div> Hoje o ônus tributário sobre a folha de salários das empresas é de aproximadamente 35%, considerando a contribuição previdenciária, salário-educação, Sistema &quot;S&quot;, Seguro de Acidente do Trabalho e FGTS. A troca do tributo previdenciário reduziria em mais da metade essa elevada incidência.</div><div> Um segundo aspecto que deve ser esclarecido é a falsa ideia disseminada de que tributos sobre movimentação financeira são um mal a ser extirpado da estrutura tributária. Antes vale lembrar que essa forma de tributação foi idealizada em 1990 para ser um substituto dos impostos declaratórios e não para ser um tributo a mais, como foi feito.</div><div> Tecnicamente, trata-se de um bom tributo. A experiência mostrou excelente produtividade quando comparada sua baixa alíquota com a arrecadação gerada; seu custo administrativo para o governo e para as empresas foi muito baixo, quando comparado com os tributos tradicionais; há, ainda, a eficiência no combate à sonegação. E estudos mostraram que se trata de um tributo uniforme, e não regressivo, como se afirmava.</div><div> Um terceiro ponto a ser enfatizado é que criar e/ou aumentar tributos, quaisquer que sejam, inclusive sobre movimentação ou IVAs, deve ser rechaçado. Elevar a já alta carga tributária não deve ser opção para uma economia que precisa retomar o crescimento e gerar empregos.</div><div> Finalmente, é indispensável conhecer o impacto que a substituição do INSS sobre a folha das empresas por uma contribuição previdenciária sobre a movimentação financeira (CP) teria na atividade produtiva, mais especificamente sobre os preços. Para isso, produzi simulações para apurar o efeito sobre 128 setores da economia brasileira.</div><div> A metodologia consta no capítulo 2 do livro &quot;Bank Transactions: Pathway to the Single Tax Ideal&quot;, de minha autoria. Tais resultados estão sendo comparados com simulações baseadas nas propostas de reforma tributária de Bernard Appy e do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).</div><div> Supondo a substituição dos 20% do INSS patronal sobre a folha de salários por uma CP com alíquota de 0,33%, isso faria com que o peso médio dos tributos sobre os preços dos 128 setores caísse de 14,1% para 1,68%. Comparando o que uma e outra contribuição provoca frente a uma situação hipotética de imposto zero, constata-se um desvio de 1,99% no caso do INSS e de 0,4% com a criação de uma CP.</div><div> A substituição do INSS sobre a folha de salários pela CP é o ponto de partida para uma reforma estrutural de grande impacto para o crescimento econômico do país. Tal medida serviria de embrião para uma reforma tributária ampla mais à frente, contrastando com a proposta ultrapassada do IVA, que apenas maquia um sistema de impostos que limita severamente a produção do país e estimula a sonegação de tributos.</div><div> Vale destacar que estamos analisando a unificação de vários tributos federais, o que englobaria não só o financiamento da Previdência. Neste caso, a estimativa de alíquota prevista seria de 1,6% ante, por exemplo, os 7,6% da Cofins não cumulativa e a média acima de 10% do IPI.</div><div>Marcos Cintra - Doutor em economia pela Universidade Harvard (EUA) e professor titular de economia na FGV (Fundação Getulio Vargas); ex-deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto Único</div><div><a href="https://ucac52c4b4e0406defcfaef9dfde.previews.dropboxusercontent.com/nativeprint?file=https%3A%2F%2Fwww.dropbox.com%2Fs%2F6wkca8ck20xilex%2Fartigo_Reforma_tributaria_e_movimentacao_financeira-Folha-20-09-2018.pdf%3Fdisable_range%3D1%26from_native_print%3D1%26preview%3D1">Imprimir</a>| <a href="https://www.dropbox.com/s/6wkca8ck20xilex/artigo_Reforma_tributaria_e_movimentacao_financeira-Folha-20-09-2018.pdf?dl=0">Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>&quot;Imposto único&quot; é incompatível com características do mundo digital</title><description><![CDATA[Vários candidatos presidenciais estão propondo a adoção de um “imposto único”. Modernamente, o tema surgiu no Brasil com minha proposta publicada no jornal Folha de S.Paulo no artigo “Por uma revolução tributária” em 15 de janeiro 1990 e que foi objeto, em 28 de janeiro 1990, de um editorial de capa daquele jornal em apoio ao projeto. O que propus na ocasião foi a retomada de um debate que vinha desafiando economistas há séculos, ou seja, a busca de uma base tributária suficientemente ampla para]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/20/Imposto-%C3%BAnico-%C3%A9-incompat%C3%ADvel-com-caracter%C3%ADsticas-do-mundo-digital</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/20/Imposto-%C3%BAnico-%C3%A9-incompat%C3%ADvel-com-caracter%C3%ADsticas-do-mundo-digital</guid><pubDate>Thu, 20 Sep 2018 13:06:01 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> Vários candidatos presidenciais estão propondo a adoção de um “imposto único”.</div><div> Modernamente, o tema surgiu no Brasil com minha proposta publicada no jornal Folha de S.Paulo no artigo “Por uma revolução tributária” em 15 de janeiro 1990 e que foi objeto, em 28 de janeiro 1990, de um editorial de capa daquele jornal em apoio ao projeto.</div><div> O que propus na ocasião foi a retomada de um debate que vinha desafiando economistas há séculos, ou seja, a busca de uma base tributária suficientemente ampla para permitir que com apenas um tributo o Estado fosse capaz de financiar suas atividades. Tal proposta havia conquistado notoriedade com o trabalho de Henry George na obra Progress and Povertyno início do século passado nos Estados Unidos no qual ele propôs a adoção, frustrada, de um imposto único sobre a renda fundiária.</div><div> No Brasil, a persistência de crônicos e elevados patamares inflacionários que perduraram por décadas até o Plano Real, havia estimulado o desenvolvimento de sofisticada informatização bancária. Isto tornou possível a identificação de uma nova base tributária ampla, quase universal, que é a transação financeira alcançável mediante a tributação dos lançamentos bancários, resultando no reconhecido sucesso da adoção por doze anos do IPMF/CPMF.</div><div> Confundindo germano com gênero humano, o “imposto único” que vários candidatos estão propondo, contudo, tem pouco a ver com o conceito original mencionado acima.</div><div>O que falam nesta campanha presidencial nada mais é do que a simples unificação/consolidação de alguns tributos existentes. Além de não alcançar a ambicionada unicidade tributária, os planos presidenciais de vários candidatos também diferem substancialmente do imposto único que apresentei em 1990 no tocante à base tributária a ser utilizada por este novo imposto.</div><div>Originalmente o Imposto Único previa a incidência tributária sobre a movimentação bancária, ao passo que atualmente fala-se no valor agregado como base de incidência do novo tributo chamado genericamente de IVA (imposto sobre valor agregado).</div><div>O IVA enfrenta sérias e insuperáveis limitações.</div><div> Trata-se de um tributo declaratório e, portanto, facilmente manipulável, estruturado em práticas de “auto lançamento e auto recolhimento com auditoria”, uma tecnologia complexa, artesanal e profundamente contraditória com as tendências globalizantes e informatizadas das transações econômicas realizadas no mundo moderno, o que o torna rapidamente em uma forma de tributação precocemente anacrônica.</div><div> Roberto Campos afirmou no artigo “O funeral da nota fiscal”, publicado na revista Veja em 23 de junho de 1999, que é preciso evitar reformas baseadas na estrutura clássica de impostos, como o IVA, uma vez que se trata de “uma curiosa relíquia artesanal na era eletrônica”.</div><div> Everardo Maciel, no artigo “O equívoco da reforma tributária”, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 5/ de outubro de 2017, comenta a vocação brasileira para copiar padrões tributários adotados em países com condições diferentes das nossas. E conclui que “o mais grave é que buscamos copiar modelos em franca obsolescência, como o IVA”.</div><div>Por outro lado, estabelecendo um esclarecedor contraste entre o anacronismo do IVA e o caráter inovador dos lançamentos bancários como base tributária, Vito Tanzi na obra Globalization, technological developments, and the work of fiscal termites (IMF, Working Paper, WP/00/181, Nov. 2000), afirma que a movimentação financeira, que está na base da proposta original do Imposto Único, tem o mérito de ser uma inovação tributária ocorrida após a introdução dos tributos sobre valor agregado em meados do século passado.</div><div> Tributos convencionais como o IVA exigem o acompanhamento físico das transações econômicas, uma tarefa cada dia mais difícil e onerosa para ser realizada com sucesso. A era digital, caracterizada pelas transações eletrônicas, o comércio pela internet, a volatilidade e mobilidade de fatores, de capitais, de mercadorias e de serviços tornam a tarefa quase impossível de ser concretizada por haver necessidade de fiscalizar e auditar um número incalculável de transações que se realizam a cada momento. O resultado é que no mundo moderno os IVAs tornam-se cada dia mais sujeitos a formas variadas de evasão e de “planejamento” tributário, causadoras de profunda deterioração da eficácia desta base tributária. Ao mesmo tempo, exigem crescente burocracia e infindáveis controles para evitar perda de arrecadação.</div><div> O mundo digital tem características crescentemente incompatíveis com as principais características analógicas de impostos convencionais como os IVAs.</div><div> Destaco alguns atributos que estão na base da conceituação dos impostos convencionais: 1) materialidade, visto que eles pressupõem a identificação, classificação e auditoria físicas pontuais para sua operacionalização; 2) individualidade de qualidades geográficas como locais de origem e destino dos bens e serviços transacionados; 3) territorialidade mediante a necessidade de definir atributos como nacionalidade e composição acionária pelos entes tributantes dos Estados nacionais; e 4) tipicidade, mediante objetiva classificação dos produtos em grupos industriais para o correto enquadramento tributário.</div><div> Como se vê, trata-se de um conjunto de atributos essenciais para a configuração tributária dos impostos clássicos da era analógica, mas que rapidamente tornam-se imprecisos e indefinidos no mundo digital moderno.</div><div> Finalmente cumpre dizer que as críticas usuais aos tributos sobre movimentação financeira baseiam-se fundamentalmente em sua cumulatividade, ou cascata. Não obstante, simulações utilizando as tabelas de recursos e usos do IBGE demonstram cabalmente que um tributo em cascata, com alíquota marginal baixa, introduz menos distorções alocativas que tributos não cumulativos, mas que para arrecadarem o mesmo montante exigem alíquotas significativamente mais elevadas.</div><div> Resultados semelhantes foram encontrados em alguns estudos empíricos, a exemplo de Rodrigo Suescun no artigo <a href="https://www.dropbox.com/s/xe9coz7eqh7nf6h/Suescun_Rodrigo_Raising_Revenue_WorldBank-Abr04.pdf?dl=0">Raising Revenue With Transaction Taxes In Latin America – Or is it better to tax with the devil you know? (World Bank, Policy Research Working Paper 3279, abril de 2004)</a> que concluiu que um tributo sobre transação financeira causa menos distorção comparativamente a outros impostos não cumulativos, como impostos sobre ganhos de capital e sobre rendimentos do trabalho.</div><div>[1] vide metodologia e resultados no capítulo 2 do livro “Bank Transactions: pathway to the single tax ideal”, disponível em <a href="https://mpra.ub.uni-muenchen.de/16710/1/MPRA_paper_16710.pdf">https://mpra.ub.uni-muenchen.de/16710/1/MPRA_paper_16710.pdf</a></div><div>Marcos Cintra é doutor em Economia pela Universidade Harvard (EUA), vice-presidente da Fundação Getulio Vargas e professor titular de Economia na instituição. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto Único.</div><div><a href="https://www.conjur.com.br/2018-set-17/marcos-cintra-imposto-unico-incompativel-mundo-digital?imprimir=1">Imprimir</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Tributação na economia digital</title><description><![CDATA[Entidades internacionais têm concentrado esforços na análise dos impactos da economia globalizada regida pela informática sobre a receita pública. O mundo digital e integrado facilita a transferência de lucros e de atividade econômica para países com tributação reduzida ou inexistente, causando a evasão de tributos. No mundo contemporâneo vigora uma maior escala operacional das empresas, a hegemonia do setor financeiro e o conceito da informação em tempo real. O avanço de tecnologias]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/14/Tributa%C3%A7%C3%A3o-na-economia-digital</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/14/Tributa%C3%A7%C3%A3o-na-economia-digital</guid><pubDate>Fri, 14 Sep 2018 13:45:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> Entidades internacionais têm concentrado esforços na análise dos impactos da economia globalizada regida pela informática sobre a receita pública. O mundo digital e integrado facilita a transferência de lucros e de atividade econômica para países com tributação reduzida ou inexistente, causando a evasão de tributos.</div><div> No mundo contemporâneo vigora uma maior escala operacional das empresas, a hegemonia do setor financeiro e o conceito da informação em tempo real. O avanço de tecnologias relacionadas ao processamento de dados e à comunicação possibilitam transações instantâneas entre os países, criando alta mobilidade de capital financeiro ao redor do mundo, impondo novos desafios aos administradores tributários.</div><div> O novo padrão de intensa movimentação de mercadorias e capitais impõe novos parâmetros de comportamento tanto para governos como para empresas. A informatização e as novas formas de gestão aumentaram a produtividade. Os processos de produção e comercialização adquiriram escalas mundiais. A localização territorial perdeu importância na definição de produtos, no planejamento estratégico e nos padrões de compra de insumos e de distribuição de bens, principalmente nas empresas transnacionais. O mercado financeiro internacional passou a girar grandes volumes de recursos, tornando impossível a tarefa de acompanhar, controlar e classificar tais fluxos e suas representações materiais para poderem servir de base para um sistema tributário convencional.</div><div> O sistema tributário tradicional pressupõe que o contribuinte pessoa jurídica seja uma empresa nuclear produtora de bens tangíveis, com uma ou poucas instalações físicas concentradas em um único Estado nacional (ou território fiscal), e cercada por empresas fornecedoras e compradoras com as mesmas características.</div><div> Neste sistema é simples a avaliação da capacidade contributiva da empresa nuclear, bem como a fiscalização através do cruzamento de informações com as empresas periféricas fornecedoras ou compradoras.</div><div> A situação torna-se radicalmente diferente com a organização e as estratégias operacionais das empresas organizadas em redes descentralizadas, espalhadas por vários Estados-nações, e produtoras de bens tangíveis e, crescentemente, de serviços, que por sua natureza são intangíveis e de grande mobilidade e portabilidade através de meios eletrônicos. Há uma enorme complexidade operacional dessas empresas, envolvendo variáveis internas e externas, considerações comerciais, interesses societários difusos, estratégias tecnológicas e de market-shares, implicando uma sofisticação de conceitos e de operações não contempladas nos modelos tributários convencionais.</div><div> O avanço tecnológico e a revolução da informática afetaram em profundidade as formas como as trocas econômicas se realizam nas economias contemporâneas. A moeda manual vem sendo substituída pela moeda eletrônica. As economias modernas estão se tornando “desmonetizadas”.</div><div> Nesse complexo cenário, as bases tributárias convencionais não servem mais. Podiam ser adequadas há mais de meio século, mas hoje dão margem a todo tipo de fraude. No mundo informatizado, que usa predominantemente a moeda eletrônica, a melhor forma de cobrar imposto é no giro do dinheiro no sistema bancário. Trata-se de uma situação irreversível. Assim, o imposto sobre movimentação financeira representa uma inovação e as mentes mais conservadoras terão que se render a ela.</div><div>Doutor em Economia pela Universidade Harvard, professor titular de Economia na FGV. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto único. É Presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/d8ah2k86clkmq1k/artigo_Tributacao_na_economia_digital-SPNorte-14-09-2018.pdf?dl=0">Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Debatendo a Reforma Tributária</title><description><![CDATA[No último dia 10 de setembro a FGV promoveu o seminário “Debatendo a Reforma Tributária”.O evento na íntegra pode ser acessado no link: https://youtu.be/wyqAhcnlpy4<img src="http://img.youtube.com/vi/wKtkT8eX5Bw/mqdefault.jpg"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/12/Debatendo-a-Reforma-tributaria</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/12/Debatendo-a-Reforma-tributaria</guid><pubDate>Tue, 11 Sep 2018 18:14:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> No último dia 10 de setembro a FGV promoveu o seminário “Debatendo a Reforma Tributária”.</div><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wKtkT8eX5Bw"/><div>O evento na íntegra pode ser acessado no link: <a href="https://youtu.be/wyqAhcnlpy4">https://youtu.be/wyqAhcnlpy4</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>IVA é burocrático e ultrapassado</title><description><![CDATA[Alguns dos candidatos à Presidência da República estão cogitando como projeto de reforma tributária para o Brasil o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) proposto por Bernard Appy, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda em 2008 e 2009. Trata-se de um Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) que seria implantado ao longo de dez anos para substituir cinco tributos: ICMS, PIS, Cofins, ISS e IPI. É um projeto similar ao apresentado pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly, que unifica]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/06/IVA-%C3%A9-burocr%C3%A1tico-e-ultrapassado</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/09/06/IVA-%C3%A9-burocr%C3%A1tico-e-ultrapassado</guid><pubDate>Thu, 06 Sep 2018 17:12:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> Alguns dos candidatos à Presidência da República estão cogitando como projeto de reforma tributária para o Brasil o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) proposto por Bernard Appy, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda em 2008 e 2009. Trata-se de um Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) que seria implantado ao longo de dez anos para substituir cinco tributos: ICMS, PIS, Cofins, ISS e IPI. É um projeto similar ao apresentado pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly, que unifica nove impostos e contribuições.</div><div> O IBS, assim como o IVA do deputado Hauly, representa algo absolutamente em desacordo com as necessidades do País e com a realidade da economia digital, regida pela informatização. Ambos deixam a estrutura tributária um pouco menos caótica, mas não resolvem problemas fundamentais como a evasão de receita pública e os efeitos deletérios que este fenômeno provoca em relação à equidade do ônus entre os contribuintes.</div><div> O ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, no artigo “O equívoco da reforma tributária”, publicado em 5 de outubro de 2017 no jornal O Estado de S. Paulo, fala com muita propriedade a respeito do sistema de impostos no País. Afirma o autor que “…pouca ou nenhuma atenção se dá às nossas mais severas enfermidades tributárias: o burocratismo, a indeterminação conceitual e o processo tributário”. Considerando a questão burocrática, que dá margem a fraudes que só no ICMS, um IVA estadual, ultrapassam os R$ 110 bilhões, conforme estima o Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), é difícil imaginar que o IBS, cuja alíquota se aproximaria de 25%, seja a solução para uma das nossas anomalias mais gritantes que é a evasão de arrecadação. Oportunamente, Maciel finaliza seu texto recorrendo a Albert Einstein, que dizia: “É insanidade continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.</div><div> Alguns defensores do IBS/IVA dizem que o Brasil tem que seguir esta linha porque países “relevantes” adotam essa forma de tributação. No artigo de Everardo Maciel, o autor comenta tal argumento dizendo que lamentavelmente algumas pessoas têm vocação para propor para a economia brasileira modelos que foram implementados no exterior em situações diferentes das nossas e encerra afirmando que “O mais grave é que buscamos copiar modelos em franca obsolescência, como o IVA”.</div><div> A ideia de que países “relevantes” adotam o IVA e o Brasil tem que fazer o mesmo não pode deixar de ser confrontada com fatos observados nas duas principais economias do planeta. Nos Estados Unidos, esse imposto não existe. Eles jamais se aventuraram nessa forma de tributação. Na Europa, esse tributo abre brechas para fraudes de toda ordem. Em 2015, o IVA gerou perdas de 152 bilhões de euros para os países-membros daquela comunidade.</div><div> A realidade econômica brasileira impõe um modelo tributário próprio. Ademais, não dá para ignorar o fato de que o mundo contemporâneo é regido por uma economia integrada e fundamentalmente digital cujos métodos convencionais de tributação, criados em meados do século passado, não servem mais. Entidades internacionais estão em busca de formas alternativas de arrecadação pública.</div><div> Portanto, é preciso insistir em dizer que o IVA/IBS, com absoluta convicção, não é a solução para o disfuncional sistema tributário brasileiro.</div><div>Doutor em Economia pela Universidade Harvard, professor titular de Economia na FGV. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto único. É Presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/9dnl5afviac9s0w/artigo_IVA_e_burocratico_e_ultrapassado-SPNorte-06-09-2018.pdf?dl=0">Imprimir | Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Não ao fatiamento e ao IVA</title><description><![CDATA[Em resposta à declaração do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, de que o Brasil deve primeiro fazer ajustes pontuais no PIS, Cofins e ICMS antes de pensar em uma reforma tributária ampla, o deputado federal Luiz Carlos Hauly, relator da proposta que cria o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), afirmou que a postura de fazer mudanças fatiadas é equivocada e que seu projeto de reestruturação dos impostos e contribuições no país caminha para ser votado ainda em 2018. O posicionamento do parlamentar]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/31/N%C3%A3o-ao-fatiamento-e-ao-IVA</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/31/N%C3%A3o-ao-fatiamento-e-ao-IVA</guid><pubDate>Fri, 31 Aug 2018 14:54:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> Em resposta à declaração do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, de que o Brasil deve primeiro fazer ajustes pontuais no PIS, Cofins e ICMS antes de pensar em uma reforma tributária ampla, o deputado federal Luiz Carlos Hauly, relator da proposta que cria o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), afirmou que a postura de fazer mudanças fatiadas é equivocada e que seu projeto de reestruturação dos impostos e contribuições no país caminha para ser votado ainda em 2018. O posicionamento do parlamentar está correto quando se opõe à velha prática de remendar pontualmente a estrutura tributária brasileira. Essa estratégia criou um sistema fiscal absurdamente burocrático, de elevado custo para o governo e as empresas e que facilita a ação dos sonegadores.</div><div> O deputado Hauly acerta ao rebater a ideia de mudanças fatiadas no sistema de impostos e contribuições, mas seu projeto de reforma tributária está longe de ser uma alternativa viável. Sua proposta é unificar nove tributos (PIS, Pasep, IOF, Cofins, IPI, ICMS, ISS, Cide e Salário-Educação). A base de cobrança dessa junção seria o valor adicionado em cada elo da cadeia produtiva, dando origem a um IVA nacional. A arrecadação seria feita pela União e partilhada com os demais entes federativos. A legislação seria do governo central. A intenção é simplificar a estrutura tributária. O autor destaca além desse aspecto o combate à guerra fiscal que a criação do IVA permitiria.</div><div> A unificação de tributos em um IVA federal obviamente facilitaria a rotina do setor produtivo e também a gestão de impostos e contribuições pelo fisco. A centralização do ICMS e do ISS no âmbito federal eliminaria as nocivas guerras fiscais promovidas pelos Estados e municípios. Os ganhos param por aí.</div><div> Contudo, ainda que importantes, estas ações não são suficientes para classificar o projeto do deputado Hauly como eficaz para racionalizar a estrutura tributária do país. Há outras questões relevantes que devem ser analisadas cuidadosamente, sob pena de aprofundamento das anomalias atuais.</div><div> Um dos maiores problemas do sistema tributário brasileiro é a evasão de arrecadação. A estimativa da sonegação anual está na casa de meio trilhão de reais de acordo com o Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz). O fenômeno é seguramente uma das causas do péssimo padrão de incidência do ônus tributário entre os contribuintes no país. Quem paga impostos no Brasil paga demais, pois precisa compensar a gigantesca fuga de arrecadação que equivale a 8% do PIB.</div><div> Vale lembrar que as razões da forte sonegação no Brasil são as elevadas alíquotas tributárias combinadas com a predominância de uma estrutura declaratória de arrecadação. Quanto maior a alíquota de um tributo maior o prêmio ao sonegador. Estima-se que o IVA proposto por Hauly teria alíquota entre 25 e 30%. Tal fato junto com as burocráticas declarações fiscais que esse imposto exige criaria um ambiente propício para fraudes. A título de comparação, o complexo ICMS com alíquota de 18% é o tributo mais sonegado no país.</div><div> O Brasil precisa de uma reforma tributária ampla, profunda e inovadora. Levar adiante o projeto do IVA federal proposto pelo deputado Hauly simplifica um pouco porque junta alguns tributos. Porém, ele não serve porque mantém altos custos administrativos para o governo e as empresas, não resolve a questão da competitividade empresarial e não combate a farra da sonegação.</div><div>Doutor em Economia pela Universidade Harvard, professor titular de Economia na FGV. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto único. É Presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/j8nur5iwu4o829x/artigo_Nao_ao-fatiamento_e_ao_IVA-SPNorte-31-08-2018.pdf?dl=0">Imprimir | Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Não matem o Cepac</title><description><![CDATA[Por meio do projeto de lei 259, que apresentei e foi aprovado na Câmara Municipal de São Paulo em 1994, foi criado o Cepac (Certificado de Potencial Adicional de Construção). O instrumento tornou-se o mais importante e inovador veículo de financiamento de infraestrutura e de operações urbanas do país, utilizado na avenida Faria Lima, em São Paulo, e no Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Incorporado em 2001 ao Estatuto da Cidade, o Cepac vem se consolidando como novo paradigma de financiamento]]></description><dc:creator>Marcos Cintra - Folha de S.Paulo</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/30/N%C3%A3o-matem-o-Cepac</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/30/N%C3%A3o-matem-o-Cepac</guid><pubDate>Thu, 30 Aug 2018 14:34:18 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> Por meio do projeto de lei 259, que apresentei e foi aprovado na Câmara Municipal de São Paulo em 1994, foi criado o Cepac (Certificado de Potencial Adicional de Construção).</div><div> O instrumento tornou-se o mais importante e inovador veículo de financiamento de infraestrutura e de operações urbanas do país, utilizado na avenida Faria Lima, em São Paulo, e no Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.</div><div> Incorporado em 2001 ao Estatuto da Cidade, o Cepac vem se consolidando como novo paradigma de financiamento de obras públicas, pois permite gerar receita sem aumentar o endividamento e sem impor ônus tributários aos contribuintes.</div><div> Mas, infelizmente, ele se encontra ameaçado pela forma como vem sendo utilizado.</div><div> Quando foi idealizado, a expectativa era que o Cepac se constituísse em um título financeiro negociável na Bolsa de Valores e que não ficasse restrito a uma operação urbana específica, podendo ser utilizado em qualquer intervenção aprovada pelo legislativo municipal.</div><div> Dependendo da região da cidade, o Cepac teria taxas variáveis de conversão em coeficientes adicionais de construção. Desta forma, seria um título negociável de poupança para as famílias e empresas, que compartilhariam dos custos e dos benefícios do desenvolvimento urbano gerados por obras públicas nas grandes cidades brasileiras.</div><div> Para que o Cepac cumpra esse papel, ele deve ter dois atributos principais: credibilidade e escassez. Nesse sentido, suas regras operacionais devem ser previamente conhecidas e respeitadas ao longo da totalidade do período definido pelas operações urbanas que lhes dão origem.</div><div> Tais atributos estão seriamente ameaçados em São Paulo nas Operações Água Espraiada e Água Branca. No primeiro caso, a Câmara aprovou no último dia 22 um projeto que permite maior adensamento nas avenidas Engenheiro Luis Carlos Berrini e Dr. Chucri Zaidan. No segundo caso, pretende-se rever o preço do Cepac e a quantidade de títulos para a construção de metragem adicional.</div><div> Ambas as operações já tinham valores, prazos, quantidades dos títulos e regras de adensamento previamente determinados, e alterá-los, independentemente das razões alegadas, terá impacto negativo sobre as expectativas referentes a esses papéis, cuja base é a garantia de direitos aos investidores. Corre-se o risco de matar a galinha dos ovos de ouro.</div><div> Comparando o Cepac com outra inovação que é o bitcoin, nota-se que o sucesso da moeda virtual se dá em decorrência de regras imutáveis, como seu estoque de 21 milhões de unidades no ano de 2140, anunciado no início de sua criação. Isto valoriza o ativo.</div><div> Mudar regras do Cepac durante a vigência das intervenções existentes depreciará o instrumento, tal como ocorria quando governantes reduziam a quantidade de metal nobre na confecção de moedas correntes, processo conhecido como debasement. O resultado era a desvalorização do dinheiro até a sua substituição por outra moeda, como ocorreu com o denário no Império Romano.</div><div>Marcos Cintra</div><div>Doutor em economia pela Universidade Harvard (EUA) e professor titular de economia na FGV (Fundação Getulio Vargas); ex-deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto Único.</div><div><a href="https://ucd243b0046a3e2e641ee61d8ceb.previews.dropboxusercontent.com/nativeprint?file=https%3A%2F%2Fwww.dropbox.com%2Fs%2F9tco38drnxq0h2n%2Fartigo_Nao_matem_o_Cepac-Folha-30-08-2018.pdf%3Fdisable_range%3D1%26from_native_print%3D1%26preview%3D1">Imprimir</a> | <a href="https://goo.gl/iYb7iM">Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Reforma tributária</title><description><![CDATA[O Brasil não terá mais como postergar a reforma tributária quando o novo presidente da República assumir em 2019. Infelizmente, o que se tem visto nessa fase de discussão de propostas é a insistência na ideia de juntar alguns tributos sobre o valor agregado, criando um IVA. Conduzir a reforma tributária com base no IVA seria o pior dos mundos. Óbvio que juntar meia dúzia de tributos sobre a mesma base simplifica um pouco a estrutura caótica vigente, mas aspectos fundamentais vêm sendo<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_df056991b1e547d3b65dfad4b540a08e%7Emv2.png/v1/fill/w_397%2Ch_300/f073fa_df056991b1e547d3b65dfad4b540a08e%7Emv2.png"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/28/Reforma-tribut%C3%A1ria</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/28/Reforma-tribut%C3%A1ria</guid><pubDate>Tue, 28 Aug 2018 18:51:15 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> O Brasil não terá mais como postergar a reforma tributária quando o novo presidente da República assumir em 2019. Infelizmente, o que se tem visto nessa fase de discussão de propostas é a insistência na ideia de juntar alguns tributos sobre o valor agregado, criando um IVA.</div><div> Conduzir a reforma tributária com base no IVA seria o pior dos mundos. Óbvio que juntar meia dúzia de tributos sobre a mesma base simplifica um pouco a estrutura caótica vigente, mas aspectos fundamentais vêm sendo negligenciados. Um dos pontos se refere a elevada alíquota desse imposto, que poderia chegar a 25%, e o fato de se tratar de um tributo declaratório, de alta complexidade e alto custo de gerenciamento para as empresas e para o governo. Essa combinação será bem vinda para os sonegadores, que vão continuar encontrando brechas para fugir do fisco, e para uma minoria de burocratas, que não querem perder o poder que exercem no caos burocrático que vigora no país.</div><div> Cabe lembrar que o IVA é um tributo cuja concepção se deu em meados do século passado. Hoje o mundo globalizado, comandado pela informatização, pela moeda eletrônica e pela digitalização da produção e do consumo exige a adoção de novas e mais eficientes bases de cobrança de tributos. Não há mais como imaginar que ainda possam perdurar os mecanismos de exação tributária declaratórios, analógicos e dependentes de estruturas físicas de fiscalização e auditoria, como é o caso do IVA.</div><div> No mundo digital há que se utilizar de ferramentas como o imposto eletrônico sobre a movimentação financeira. É uma base inovadora que deve substituir os atuais tributos. Trata-se de uma forma de tributação menos impactante sobre os preços quando comparada com o IVA, simples de ser cobrada, exige alíquota muito baixa, reduz custos para o governo e as empresas e elimina a sonegação. Este é o projeto que fará toda diferença para a retomada sustentada do crescimento e que se ajusta à realidade brasileira.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_df056991b1e547d3b65dfad4b540a08e~mv2.png"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>O ultrapassado IVA piora o que é ruim</title><description><![CDATA[O Brasil não terá mais como postergar a reforma tributária quando o novo presidente da República assumir em 2019. Manter a postura de ir remendando o sistema como prevaleceu nos últimos anos significa comprometer cada vez mais uma estrutura absurdamente complexa e de alto custo que hoje trava severamente a retomada do crescimento econômico de longo prazo. Infelizmente, o que se tem visto nessa fase de discussão de propostas é a insistência na ideia de juntar alguns tributos sobre o valor]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/21/O-ultrapassado-IVA-piora-o-que-%C3%A9-ruim</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/21/O-ultrapassado-IVA-piora-o-que-%C3%A9-ruim</guid><pubDate>Tue, 21 Aug 2018 13:10:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> O Brasil não terá mais como postergar a reforma tributária quando o novo presidente da República assumir em 2019. Manter a postura de ir remendando o sistema como prevaleceu nos últimos anos significa comprometer cada vez mais uma estrutura absurdamente complexa e de alto custo que hoje trava severamente a retomada do crescimento econômico de longo prazo.</div><div> Infelizmente, o que se tem visto nessa fase de discussão de propostas é a insistência na ideia de juntar alguns tributos sobre o valor agregado, criando um IVA. Os adeptos desse projeto não se cansam de repetir que esse imposto deve ser adotado pelo Brasil porque ele é utilizado pelos países mais “relevantes” do mundo. É algo como se dissessem que se é bom para eles também será para nós.</div><div> Em relação à ideia de que o Brasil tem que sair copiando o que os outros fazem cabe relembrar o que disse o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, no artigo “O equívoco da reforma tributária”, publicado em 5 de outubro do ano passado no jornal “O Estado de S. Paulo”. O autor afirma que: “Em tudo, não se pode esquecer da nossa imorredoura vocação para copiar modelos de outros países construídos em circunstâncias peculiares e diferentes das nossas. É o servilismo cultural, polo oposto e igualmente medíocre da xenofobia no campo das ideias”. </div><div> Seu raciocínio avança especificamente para o aspecto tributário quando complementa dizendo: “O mais grave é que buscamos copiar modelos em franca obsolescência, como o IVA”.</div><div> Conduzir a reforma tributária com base no IVA seria o pior dos mundos. Óbvio que juntar meia dúzia de tributos sobre a mesma base simplifica um pouco a estrutura caótica vigente, mas aspectos fundamentais vêm sendo negligenciados. Um dos pontos se refere à elevada alíquota desse imposto, que poderia chegar a 25%, e o fato de se tratar de um tributo declaratório, de alta complexidade e alto custo de gerenciamento para as empresas e para o governo. Essa combinação será bem-vinda para os sonegadores, que vão continuar encontrando brechas para fugir do fisco, e para uma minoria de burocratas, que não quer perder o poder que exercem no caos burocrático que vigora no País. </div><div> Um aspecto a ser ressaltado diz respeito ao custo de conformidade que o IVA gera para o setor produtivo. Apenas para cumprir as regras fiscais, esse tipo de imposto impõe às empresas elevadas despesas administrativas, prejudicando a competitividade delas. Basta ver o que ocorre com tributos como o ICMS, IPI e o PIS/Cofins. </div><div> Cabe lembrar que o IVA é um tributo cuja concepção se deu em meados do século passado. Hoje, o mundo globalizado comandado pela informatização, pela moeda eletrônica e pela digitalização da produção e do consumo exige a adoção de novas e mais eficientes bases de cobrança de tributos. Não há mais como imaginar que ainda possam perdurar os mecanismos de exação tributária declaratórios, analógicos e dependentes de estruturas físicas de fiscalização e auditoria como é o caso do IVA. </div><div> No mundo digital, há que se utilizar de ferramentas como o imposto eletrônico sobre a movimentação financeira. É uma base inovadora que deve substituir os atuais tributos. Trata-se de uma forma de tributação menos impactante sobre os preços quando comparada com o IVA, simples de ser cobrada, exige alíquota muito baixa, reduz custos para o governo e as empresas e elimina a sonegação. Este é o projeto que fará toda diferença para a retomada sustentada do crescimento e que se ajusta à realidade brasileira.</div><div>Marcos Cintra é doutor em economia pela Universidade Harvard (EUA), presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e professor titular da Fundação Getulio Vargas (FGV).</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/jx6e01x02i4nfmb/artigo_O_ultrapassado_IVA_piora_o_que_e_ruim-SPNorte-24-08-2018.pdf?dl=0">Imprimir | Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Reforma do Judiciário</title><description><![CDATA[O reajuste de 16,38% que os ministros do Superior Tribunal Federal (STF) aprovaram em seus próprios vencimentos pode gerar uma pressão orçamentária da ordem de R$ 717 milhões no Judiciário como um todo em função do chamado efeito cascata. Tal medida é inoportuna frente ao esforço de ajuste fiscal pelo qual o País vem passando. Porém, mais importante do que se ater apenas à questão orçamentária, é preciso começar a discutir a estrutura geral do Poder Judiciário brasileiro. Uma ampla e profunda]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/17/Reforma-do-Judici%C3%A1rio</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/17/Reforma-do-Judici%C3%A1rio</guid><pubDate>Fri, 17 Aug 2018 13:01:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> O reajuste de 16,38% que os ministros do Superior Tribunal Federal (STF) aprovaram em seus próprios vencimentos pode gerar uma pressão orçamentária da ordem de R$ 717 milhões no Judiciário como um todo em função do chamado efeito cascata. Tal medida é inoportuna frente ao esforço de ajuste fiscal pelo qual o País vem passando. Porém, mais importante do que se ater apenas à questão orçamentária, é preciso começar a discutir a estrutura geral do Poder Judiciário brasileiro. Uma ampla e profunda reforma torna-se indispensável.</div><div> Apesar do teto do funcionalismo de R$33,7 mil, os juízes no Brasil chegam a receber mais de 25% acima desse valor por conta de indenizações, gratificações e outros penduricalhos, como o famigerado auxílio-moradia até para quem tem imóvel próprio onde trabalha. São cerca de 16 mil juízes ganhando mensalmente, em média, R$ 46 mil.</div><div> O Brasil tem um dos Judiciários mais caros do mundo. O custo no País equivale a 1,3% do PIB, enquanto que na Alemanha esse gasto representa 0,32% do PIB, no Chile é de 0,22%, na Argentina fica em 0,13% e nos Estados Unidos e Inglaterra é de apenas 0,14%.</div><div> Vale acrescentar que, somando os custos do Ministério Público e das Defensorias Públicas, o peso do Judiciário brasileiro no PIB chega a 1,8% [algo em torno de R$ 120 bilhões por ano].</div><div> Se de um lado o Brasil tem um Judiciário absurdamente caro, de outro ele se revela ineficiente. Em um rol contendo 133 países avaliados pelo Banco Mundial, o Judiciário brasileiro se posiciona em 30º lugar quando o foco é a lentidão no encaminhamento de processos. Ou seja, ele absorve recursos que equivalem a quase um orçamento do Ministério da Saúde e presta serviços de má qualidade.</div><div> A estrutura do Judiciário no Brasil é espantosa e contempla anomalias expressivas. Por exemplo: São 27 tribunais de justiça estaduais, três tribunais militares, 27 justiças eleitorais, cinco regiões de justiça federal, 24 regionais da justiça do trabalho e por aí vai. Contando com os juízes, são cerca de 406 mil funcionários para operacionalizar uma gigantesca estrutura. Em muitos casos há funções de utilidade no mínimo questionáveis, mas que recebem salários exorbitantes para a realidade brasileira. No Judiciário brasileiro, existem 205 servidores para cada 100 habitantes, enquanto que, por exemplo, na Argentina essa relação é de 150 e na Alemanha é de 66,9.</div><div> Cumpre dizer que quando se compara o número de juízes o caso brasileiro é baixo. São 8,2 para cada 100 mil habitantes. Na Alemanha, há três vezes esse número. Por conta disso, aqui há cerca de 6,5 mil processos por juiz a cada ano. Isso explica em parte a lentidão do Judiciário no Brasil apurada pelo Banco Mundial. Cada processo leva em média cinco anos para sair da primeira instância.</div><div> O Judiciário no Brasil é ineficiente como se deduz pelos números relatados. É uma máquina inchada por conta de um contingente elevado de pessoas, porém faltam juízes.</div><div> Tornar o Judiciário brasileiro eficiente e eficaz passa pela revisão ampla de sua atual estrutura, com consequente redução do número de funcionários. Por outro lado, é preciso aumentar a quantidade de juízes, e que eles sejam remunerados e seus benefícios sejam definidos dentro da realidade do país. É mais uma das reformas estruturais que o Brasil não deve mais postergar.</div><div>Doutor em Economia pela Universidade Harvard, professor titular de Economia na FGV. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto único. É Presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/tywmldiaqgmclky/artigo_Reforma_do_Judiciario-SPNorte-17-08-2018.pdf?dl=0">Imprimir | Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Tecnologia e inovação têm alterado dinâmica competitiva do mundo</title><description><![CDATA[Se em 2006 havia apenas uma empresa de tecnologia entre as dez mais valiosas do mundo, a Microsoft, hoje já são sete ocupando posições antes restritas a grandes petrolíferas e bancos. “A tecnologia, a inovação e as startups têm alterado toda a dinâmica competitiva do mundo”, disse o economista e presidente da Finep, Marcos Cintra, durante o workshop de lançamento do FGVnest – Núcleo de Estudos em Startups, Inovação, Venture Capital e Private Equity, na quinta-feira (9), no Rio de Janeiro. Cintra<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_91850ed3ee254a559d130ef2db312a00%7Emv2.jpg/v1/fill/w_504%2Ch_304/f073fa_91850ed3ee254a559d130ef2db312a00%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/13/Tecnologia-e-inova%C3%A7%C3%A3o-t%C3%AAm-alterado-din%C3%A2mica-competitiva-do-mundo</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/13/Tecnologia-e-inova%C3%A7%C3%A3o-t%C3%AAm-alterado-din%C3%A2mica-competitiva-do-mundo</guid><pubDate>Mon, 13 Aug 2018 18:28:50 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_91850ed3ee254a559d130ef2db312a00~mv2.jpg"/><div>Se em 2006 havia apenas uma empresa de tecnologia entre as dez mais valiosas do mundo, a Microsoft, hoje já são sete ocupando posições antes restritas a grandes petrolíferas e bancos. “A tecnologia, a inovação e as startups têm alterado toda a dinâmica competitiva do mundo”, disse o economista e presidente da Finep, Marcos Cintra, durante o workshop de lançamento do FGVnest – Núcleo de Estudos em Startups, Inovação, Venture Capital e Private Equity, na quinta-feira (9), no Rio de Janeiro.</div><div> Cintra comentou que o fenômeno se reflete na idade média das empresas listadas no S&amp;P 500: caiu de 33 anos, em 1963, para 20 anos em 2018 – e a tendência é que caia para 14 anos em 2026. “As empresas que serão as líderes mundiais em poucos anos estão dando agora os seus primeiros passos”, comentou. Hoje, além da empresa criada por Bill Gates, Apple, Alphabet/Google, Amazon, Tencent, Facebook e Alibaba integram a lista das dez empresas com maior valor de mercado, segundo levantamento da consultoria Innosight.</div><div> Desde o início dos anos 2000, a Finep vem desenvolvendo uma série de ações de apoio ao segmento de Venture Capital (VC) e às startups. Ao longo de quase duas décadas, investiu R$ 655 milhões em 33 Fundos de VC, que atraíram outros R$ 5 bilhões de demais investidores, especialmente do setor privado. A financiadora é um dos maiores investidores do Brasil na modalidade. Estes Fundos, por sua vez, aportaram recursos em mais de 200 empresas, entre as quais a Resultados Digitais e a Zenvia, consideradas dois dos próximos dez “unicórnios brasileiros” – empresas cujo preço no mercado supera US$ 1 bilhão.</div><div>Além das operações em Fundos, a financiadora lançou em 2017 o Finep Startup, o maior programa de apoio a empresas nascentes de base tecnológica do país. A iniciativa vai investir até R$ 400 milhões até 2020 no segmento. Cada empresa selecionada pode receber até R$ 1 milhão da Finep, via contrato de opção de compra.</div><div> O programa foi criado para preencher uma lacuna de mercado não atendida pelas demais ações públicas nem pelo segmento privado: o chamado &quot;vale da morte&quot;. Hoje existe um gap de apoio entre o primeiro investimento que uma empresa em fase inicial recebe – em torno de R$ 100 mil e realizado, por exemplo, por investidores-anjo – e aquele feito por meio de um Fundo de Seed Capital – em torno de R$ 3 milhões, dependendo do grau de maturidade da empresa.</div><div> FGVnest: hub de empreendedorismo e inovação</div><div> Lançado oficialmente nesta quinta (9), o FGVnest – Núcleo de Estudos em Startups, Inovação, Venture Capital e Private Equity, da Fundação Getulio Vargas (FGV), tem como objetivo contribuir para a difusão e o fortalecimento do empreendedorismo e da inovação no Brasil. O espaço será um hub (ambiente de conexão) de conhecimento, com fins acadêmicos e aberto a parcerias de agentes de todos os setores.</div><div> O Gaia Silva Gaede Advogados e a Anjos do Brasil serão, respectivamente, a primeira instituição mantenedora e o primeiro parceiro institucional do Núcleo. De acordo com o coordenador do FGVnest, Caio Ramalho, uma série de iniciativas será lançada em breve: um panorama do Private Equity e Venture Capital no Brasil; um radar do investimentos em startups; uma clínica de mentoria em tecnologia e programação para empreendedores e startups; competições de startups para empresas junto com parceiros estratégicos; e workshops periódicos para estimular as discussões entre a academia e representantes do mercado sobre os temas de relevância para o ecossistema.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Imposto sobre Movimentação Financeira na Austrália</title><description><![CDATA[A Austrália é outro país que conta com simpatizantes de uma reforma tributária baseada na unificação de tributos sobre a movimentação financeira. No site Debit Tax há informações mostrando que, assim como no Brasil, o sistema australiano é burocrático, estimula a evasão e impõe elevado custo para o governo e as empresas. Como alternativa é proposto um único imposto sobre as transações bancárias com alíquota de 1% para substituir os atuais. O sistema se tornaria simples, de baixo custo,]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/09/Imposto-sobre-Movimenta%C3%A7%C3%A3o-Financeira-na-Austr%C3%A1lia</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/09/Imposto-sobre-Movimenta%C3%A7%C3%A3o-Financeira-na-Austr%C3%A1lia</guid><pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:00:46 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>A Austrália é outro país que conta com simpatizantes de uma reforma tributária baseada na unificação de tributos sobre a movimentação financeira. No site Debit Tax há informações mostrando que, assim como no Brasil, o sistema australiano é burocrático, estimula a evasão e impõe elevado custo para o governo e as empresas. Como alternativa é proposto um único imposto sobre as transações bancárias com alíquota de 1% para substituir os atuais. O sistema se tornaria simples, de baixo custo, transparente, equânime e dificultaria a evasão de arrecadação.</div><div>Para conhecer a proposta acesse o site clicando no link <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2018/08/cnpq-e-finep-alertam-para-dificuldades-por-cortes-no-orcamento-de-2019.shtml">http://debittax.info/</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Desigualdade e assistência social no Brasil</title><description><![CDATA[Embora o Brasil esteja entre as dez economias mais ricas do mundo, o País também se posiciona entre os dez com maior desigualdade social do planeta, atrás de nações como, por exemplo, Quênia, Congo e Panamá. Como causas da absurda discrepância socioeconômica cabem destacar a má qualidade do ensino público, a iniquidade da política fiscal e a baixa produtividade do fator trabalho. A disparidade se manifesta em situações como a favelização, os baixos salários, o desemprego, a violência e a]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/07/Desigualdade-e-assist%C3%AAncia-social-no-Brasil</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/07/Desigualdade-e-assist%C3%AAncia-social-no-Brasil</guid><pubDate>Tue, 07 Aug 2018 12:48:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> Embora o Brasil esteja entre as dez economias mais ricas do mundo, o País também se posiciona entre os dez com maior desigualdade social do planeta, atrás de nações como, por exemplo, Quênia, Congo e Panamá. Como causas da absurda discrepância socioeconômica cabem destacar a má qualidade do ensino público, a iniquidade da política fiscal e a baixa produtividade do fator trabalho. A disparidade se manifesta em situações como a favelização, os baixos salários, o desemprego, a violência e a desnutrição.</div><div> Há décadas o Brasil busca empreender medidas que possam reduzir o vergonhoso quadro de desigualdade social. Em qualquer economia ao redor do planeta há ricos e pobres, mas o que se observa na sociedade brasileira é inadmissível.</div><div> A Constituição Federal de 1988 instituiu uma série de ações visando a criar uma espécie de welfare state no Brasil. Por conta disso, ações importantes voltadas para a seguridade social foram adotadas nos anos 90, como a implementação de renda mínima para idosos e deficientes, combate ao trabalho infantil, segurança alimentar e outros. Na década de 2000, alguns desses programas foram unificados e deram origem ao Bolsa Família, medida inspirada em ideias do economista Cristovam Buarque na segunda metade dos anos 80, que ficou marcada pela magnitude de suas ações, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do País.</div><div> As políticas sociais em um País com tanta desigualdade como o Brasil têm um papel importante para atender a cidadãos excluídos do mercado consumidor, em situação de desemprego, na informalidade, em condição de vulnerabilidade em relação aos serviços elementares para preservação da vida, entre outros. De um modo geral, não há o que questionar em termos dos benefícios que as transferências de renda, a universalização da saúde pública e a habilitação profissional podem trazer não apenas para os beneficiados diretamente por estas ações, mas também pelo efeito multiplicador que essas políticas de seguridade podem gerar para o bem-estar geral da sociedade. A miséria é um flagelo que afeta a todos e compromete a eficiência da produção nacional.</div><div> De um modo geral, é preciso manter os atuais programas sociais e em alguns casos dever-se-ia até mesmo criar novas formas de transferência de renda, por meio da instituição de ações de renda mínima para toda a população em condição de miséria e de pobreza. No entanto, alguns programas deveriam ser reavaliados em termos de suas condicionalidades. Isto é necessário para evitar que uma pessoa apta para desenvolver seu próprio sustento permaneça dependendo de ações assistenciais. O caso do Bolsa Família é um exemplo nesse sentido. Mais importante do que inserir cidadãos em situação de vulnerabilidade nesse programa é criar meios eficazes para que eles possam sair da dependência de recursos públicos e passem a atuar como empregados formais ou então que possam contar com treinamento para atuarem por conta própria em atividades como tecelagem, alimentação, turismo e outros.</div><div> Combater a disparidade social é tarefa árdua. É algo muito acima dos interesses políticos imediatos e muito acima de qualquer ideologia. Os programas devem proteger os cidadãos vulneráveis, mas, acima de tudo, devem evitar a dependência eterna de dinheiro público por parte de pessoas saudáveis que podem conseguir seu sustento por meio do seu próprio esforço.</div><div>Marcos Cintra é doutor em economia pela Universidade Harvard (EUA), presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e professor titular da Fundação Getulio Vargas (FGV).</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/mqwq0qhtjuoegma/artigo_Desigualdade_e_assistencia_social_no_Brasil-SPNorte-10-08-2018.pdf?dl=0">Imprimir | Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Virtual currencies: the challenge to global fiat paradigms</title><description><![CDATA[O avanço da economia digital e das moedas digitais despertam interesse de muitos economistas. Nesse ambiente as moedas virtuais vão cada vez mais competir com as moedas tradicionais, impactando nas estruturas tributárias. Os professores Colabella e Shoff da St. John´s University abrangem essa questão no paper em anexo. Eles concluem dizendo a alternativa é a adoção de um novo modelo tributário, baseado na substituição dos antiquados sistemas de impostos pela arrecadação eletrônica de tributos. É]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/02/Virtual-currencies-the-challenge-to-global-fiat-paradigms</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/08/02/Virtual-currencies-the-challenge-to-global-fiat-paradigms</guid><pubDate>Thu, 02 Aug 2018 15:03:39 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> O avanço da economia digital e das moedas digitais despertam interesse de muitos economistas. Nesse ambiente as moedas virtuais vão cada vez mais competir com as moedas tradicionais, impactando nas estruturas tributárias. Os professores Colabella e Shoff da St. John´s University abrangem essa questão no paper em anexo. Eles concluem dizendo a alternativa é a adoção de um novo modelo tributário, baseado na substituição dos antiquados sistemas de impostos pela arrecadação eletrônica de tributos. É uma importante contribuição para a proposta do imposto sobre a movimentação financeira. Afirmam os autores: “The shift to a virtual fiat will also give rise to the opportunity for governments to shift their antiquated tax system to a modern electronically collected consumption tax. The lines between virtual economies and the actual economies are becoming increasingly blurred. Today’s internet based economy represent a new and overriding paradigm that governments will have to embrace to have their individual economies remain viable.”</div><iframe src="//static.usrfiles.com/html/51d615_c85a1517a6d45d84abbe035e7f5ffd59.html"/><div><a href="https://goo.gl/6YW8E5">Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Impostos tradicionais não servem mais</title><description><![CDATA[O estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) intitulado “Addressing Base Erosion and Profit Shifting” expressa grande preocupação com a crescente perda de capacidade da arrecadação de impostos nas economias modernas. Os sofisticados mecanismos de planejamento tributário se aproveitam de lacunas normativas presentes nos sistemas de impostos e contribuições nacionais, gerando evasão tributária e transferência de lucros e de atividade econômica para países com]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/28/Impostos-tradicionais-n%C3%A3o-servem-mais</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/28/Impostos-tradicionais-n%C3%A3o-servem-mais</guid><pubDate>Sat, 28 Jul 2018 19:36:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> O estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) intitulado “Addressing Base Erosion and Profit Shifting” expressa grande preocupação com a crescente perda de capacidade da arrecadação de impostos nas economias modernas. Os sofisticados mecanismos de planejamento tributário se aproveitam de lacunas normativas presentes nos sistemas de impostos e contribuições nacionais, gerando evasão tributária e transferência de lucros e de atividade econômica para países com tributação reduzida ou inexistente.</div><div> A conclusão é que, a continuarem se utilizando dos mesmos mecanismos tributários ortodoxos de hoje, os estados nacionais comprometem a sua solvência econômico-financeira de forma lenta, porém certeira.</div><div> O mundo globalizado, comandado pela informatização, pela moeda eletrônica e pela digitalização da produção e do consumo exige a adoção de novas e mais eficientes bases de cobrança de tributos. Não há mais como imaginar que ainda possam perdurar os mecanismos de exação tributária declaratórios, analógicos e dependentes de mecanismos físicos de fiscalização e auditoria, como ocorre hoje em praticamente em todo o mundo.</div><div> O mais surpreendente é que muitos analistas, por desconhecimento ou por preguiçoso apego aos paradigmas convencionais, não reconhecem que os sistemas tributários tradicionais se mostram incapazes de atender às necessidades do mundo virtual e das novas tecnologias de produção, de comercialização e de movimentação de bens e de serviços no mundo digital. E ao invés de adotarem novas bases tributárias compatíveis com a era digital, se apegam a sucessivas exigências burocráticas de controle, de auditoria física e de obstrução do livre trânsito de bens e serviços para tentarem preservar a capacidade arrecadatória de seus governos.</div><div> Felizmente, o caminho para a superação desse trágico enredo não é desconhecido.</div><div> Basta olhar ao próprio umbigo para verificar que o Brasil abriu o caminho da modernidade tributária nos anos 90, e por doze anos, até 2007, praticou notável inovação tributária sem qualquer contratempo, inconveniência ou contraindicação que recomende não voltar a trilhá-lo.</div><div> Trata-se da movimentação financeira, uma base tributária que incorpora praticamente todas as formas tradicionais de arrecadação de impostos atualmente exploradas no mundo. É não-declaratória e utiliza, em defesa da arrecadação, os mesmos princípios tecnológicos hoje usados para evitar e/ou burlar o pagamento de impostos no mundo moderno: a informática.</div><div> Mesmo se revelando uma base eficaz de exação tributária, a tributação sobre movimentação financeira continua sendo alvo de críticas, repetidas em monocórdicos bordões, em geral infundados e sem comprovação empírica.</div><div> No mundo digital, há que se utilizar de ferramentas como o imposto eletrônico sobre a movimentação financeira. Os tributos convencionais, criados na era analógica não serão capazes de evitar a generalizada evasão tributária e suas dramáticas consequências para o financiamento do Estado moderno.</div><div>Marcos Cintra </div><div>Doutor em Economia pela Universidade Harvard (EUA) </div><div>Foi deputado federal</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/n6go45n4cgczlij/artigo_Impostos_tradicionais_n%C3%A3o_servem_mais-ORegional-28-07-2018.pdf?dl=0">Imprimir | Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Críticas infundadas</title><description><![CDATA[A recriação temporária da CPMF tem sido sugerida por vários economistas como uma forma de promover o necessário ajuste fiscal no Brasil. Esta medida é descabida porque aumentaria o já pesado ônus sobre os contribuintes e por não reconhecer o papel estratégico desse tributo para uma ampla reforma tributária. Sua implantação deve ser em definitivo e como substituto de todos os impostos e contribuições declaratórios. Um dos defensores da CPMF temporária é o economista Cláudio Adilson Gonçalez. Em]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/27/Cr%C3%ADticas-infundadas</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/27/Cr%C3%ADticas-infundadas</guid><pubDate>Fri, 27 Jul 2018 18:37:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> A recriação temporária da CPMF tem sido sugerida por vários economistas como uma forma de promover o necessário ajuste fiscal no Brasil. Esta medida é descabida porque aumentaria o já pesado ônus sobre os contribuintes e por não reconhecer o papel estratégico desse tributo para uma ampla reforma tributária. Sua implantação deve ser em definitivo e como substituto de todos os impostos e contribuições declaratórios.</div><div> Um dos defensores da CPMF temporária é o economista Cláudio Adilson Gonçalez. Em artigos publicados no O Estado de S. Paulo (“Agenda fiscal para o próximo governo”, em 23 de abril de 2018, e “CPMF, um mal necessário”, em 7 de maio de 2018) ele expõe as razões de sua proposta, não sem antes tecer críticas ao tributo. Todas infundadas.</div><div> Inicialmente Gonçalez afirma que a CPMF estimula a verticalização industrial. Dada a baixa alíquota marginal desse tipo de tributo esse fenômeno deve ser descartado. Não ocorreu com a vigência da CPMF e nem iria além do que seria previsível por razões estritamente ligadas a economias de escala e a outros tipos de externalidades.</div><div> Outra crítica é que um tributo sobre a movimentação financeira onera a produção em todas as etapas de seu ciclo produtivo. Trata-se de argumento non-sequitur, visto que todo tributo onera a produção e a questão nesse ponto é comparar qual modelo causa menos distorção. Por exemplo, arrecadando valores parecidos, simulações revelam que um tributo sobre movimentação financeira com alíquota de 2,8% tem impacto máximo de 17,7% sobre os preços de 128 setores analisados enquanto que com um tributo sobre o valor agregado (reunindo ICMS, IPI, INSS patronal, PIS e Cofins) o ônus chega a 64,1% (vide capítulo 2 do livro Bank Transactions: a pathway to the single tax ideal, disponível em <a href="https://mpra.ub.uni-muenchen.de/16710/1/MPRA_paper_16710.pdf">https://mpra.ub.uni-muenchen.de/16710/1/MPRA_paper_16710.pdf</a>).</div><div> Um terceiro ponto apontado pelo autor é que por vir embutido nos preços de bens e serviços um imposto como a CPMF dificilmente permite desonerar as exportações. A alternativa, nesse sentido, é expandir dados que hoje já são ou já foram produzidos pelo IBGE, como as Tabelas de Recursos e Usos (TRU) e as matrizes insumo-produto, para determinar o montante de tributos envolvido na relação intersetorial e, com isso, operacionalizar a desoneração de produtos exportados mediante créditos de imposto, rebates, devoluções ou subsídios equivalentes, práticas permitidas e até recomendadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).</div><div> Por fim, o autor afirma que esse tipo de tributo estimula a desintermediação financeira. Essa é uma crítica que a experiência da CPMF desautorizou de maneira categórica. Apregoava-se que esse tributo levaria a desmonetização da economia, o que não ocorreu durante sua aplicação por 12 anos no Brasil. O fato é que, a um nível suave de taxação, a economia de imposto obtida com a consumação de negócios à margem do sistema bancário não compensa o custo do armazenamento e transporte de numerário, a insegurança, riscos de falsidade, ilegalidade de transações em moeda estrangeira etc. Ademais, medidas como a sobretaxação de saques e depósitos em dinheiro vivo e outras precauções dissuasivas, como a não validade jurídica de operações que vierem a ocorrer fora do sistema bancário, desestimularão qualquer tentativa nesse sentido.</div><div> Implantar um imposto sobre movimentação financeira como mais um tributo não deve ser visto como um quebra-galho. Por suas qualidades, ele é a saída para a reforma tributária que o país necessita, substituindo os atuais impostos e contribuições.</div><div>Doutor em Economia pela Universidade Harvard, professor titular de Economia na FGV. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto único. É Presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/jpddnnt0z94voa1/artigo_Criticas_infundadas-SPNorte-27-07-2018.pdf?dl=0">Imprimir | Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Reforma tributária: a escolha do menos ruim</title><description><![CDATA[Em artigo na revista Conjuntura Econômica analiso a tributação no atual cenário globalizado e digital e comparo o sistema convencional, com um imposto declaratório sobre o valor agregado, com um sistema que utiliza um tributo eletrônico sobre a movimentação financeira. Download PDF]]></description><dc:creator>Marcos Cintra - Revista Conjuntura Econômica</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/24/Reforma-tribut%C3%A1ria-a-escolha-do-menos-ruim</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/24/Reforma-tribut%C3%A1ria-a-escolha-do-menos-ruim</guid><pubDate>Tue, 24 Jul 2018 17:20:37 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/f2wt5ggnp1bh4pg/artigo_reforma-tributaria-a-escolha-do-menos-ruim-Conjuntura-Jul2018.pdf?dl=0">Em artigo na revista Conjuntura Econômica analiso a tributação no atual cenário globalizado e digital e comparo o sistema convencional, com um imposto declaratório sobre o valor agregado, com um sistema que utiliza um tributo eletrônico sobre a movimentação financeira.</a></div><iframe src="//static.usrfiles.com/html/51d615_de0501ffe2e8e7181b66acadaa0c384b.html"/><div><a href="https://www.dropbox.com/s/f2wt5ggnp1bh4pg/artigo_reforma-tributaria-a-escolha-do-menos-ruim-Conjuntura-Jul2018.pdf?dl=0">Download PDF</a><a href="https://www.dropbox.com/s/f2wt5ggnp1bh4pg/artigo_reforma-tributaria-a-escolha-do-menos-ruim-Conjuntura-Jul2018.pdf?dl=0"></a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Criptomoedas</title><description><![CDATA[As criptomoedas representam um grande desafio para os gestores públicos. Elas avançam de modo impressionante. Já são mais de 1,6 mil delas com valor de mercado de quase US$ 300 bilhões, conforme apresentado no link https://coinmarketcap.com/all/views/all/Trata-se de um fenômeno que pode impactar fortemente nas políticas públicas, sobretudo no âmbito tributário.<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_dfb7bb22cd7b4c3e88df80a2931ecafb%7Emv2.png"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/18/Criptomoedas</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/18/Criptomoedas</guid><pubDate>Wed, 18 Jul 2018 17:46:57 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>As criptomoedas representam um grande desafio para os gestores públicos. Elas avançam de modo impressionante. Já são mais de 1,6 mil delas com valor de mercado de quase US$ 300 bilhões, conforme apresentado no link <a href="https://coinmarketcap.com/all/views/all/">https://coinmarketcap.com/all/views/all/</a></div><div>Trata-se de um fenômeno que pode impactar fortemente nas políticas públicas, sobretudo no âmbito tributário.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_dfb7bb22cd7b4c3e88df80a2931ecafb~mv2.png"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Avanço das moedas locais e virtuais</title><description><![CDATA[A história da economia é marcada pela evolução da moeda. Desde o escambo, foram várias as transformações na forma como a sociedade estruturou os sistemas de trocas. Em todas as etapas, há um elemento fundamental que sustenta a relação dos agentes econômicos nas relações envolvendo um meio monetário: confiança. A essência da moeda é a fidúcia, isto é, a confiança das pessoas em seu valor. Com base nesse preceito, é que se disseminam rapidamente ao redor do mundo as moedas locais e as moedas]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/13/Avan%C3%A7o-das-moedas-locais-e-virtuais</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/13/Avan%C3%A7o-das-moedas-locais-e-virtuais</guid><pubDate>Fri, 13 Jul 2018 16:10:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> A história da economia é marcada pela evolução da moeda. Desde o escambo, foram várias as transformações na forma como a sociedade estruturou os sistemas de trocas. Em todas as etapas, há um elemento fundamental que sustenta a relação dos agentes econômicos nas relações envolvendo um meio monetário: confiança.</div><div> A essência da moeda é a fidúcia, isto é, a confiança das pessoas em seu valor. Com base nesse preceito, é que se disseminam rapidamente ao redor do mundo as moedas locais e as moedas virtuais.</div><div> No caso das moedas locais no Brasil, o surgimento delas tem como objetivos principais prover crédito para pessoas sem acesso ao sistema bancário e estimular a economia de uma região. Elas têm origem na instituição de um banco comunitário, que cria moeda própria. De 2009 até hoje, o número delas saltou de 51 para mais de 100.</div><div> O primeiro banco comunitário brasileiro foi criado no Ceará em 1998, cuja moeda é a Palmas, com o objetivo inicial de prover microcrédito em um conjunto habitacional, que hoje é um bairro com mais de 47 mil moradores.</div><div> Outros exemplos de moedas locais são o Moqueio, que além de ser utilizada para pagar contas e comprar bens, serve para concessão de empréstimos a 7 mil habitantes da ilha do Mosqueiro, em Belém do Pará, e o Cocal, aceito em cerca de 500 estabelecimentos comerciais de São João do Arraial, no Piauí, e que pode ser utilizado pela prefeitura no pagamento de parte dos salários dos servidores públicos.</div><div> E não é só no Brasil que as moedas locais surgem. Na Inglaterra, há a Bristol Pounds, lançada em 2012, para ser trocada na área metropolitana de Bristol. Outro caso é o de Alberta, no Canadá, onde há a Calgary Dollars, desde 1995, circulando na cidade para transações de compra e venda de mais de mil bens e serviços. Um terceiro exemplo refere-se à Equal Dollars Community, na Pensilvânia, nos Estados Unidos.</div><div> A proliferação de moedas locais é um fenômeno relativamente novo, cuja ideia básica é o fortalecimento econômico de comunidades, ajudando a desenvolver regiões ao redor do mundo. O dinheiro é utilizado em uma área restrita juntamente com a moeda de circulação nacional, tendo como fundamento a credibilidade em quem o emite.</div><div> Em relação à chamada moeda virtual, ou criptomoedas, seu alcance é amplo, a ponto de se tornar um instrumento monetário global. São mais de 1,6 mil delas em circulação no mundo, com valor de mercado superior a US$ 260 bilhões. Quase 85% do total movimentado estão concentrados em apenas cinco: bitcoin, ethereum, bitcoin cash, ripple e litecoin.</div><div> No tocante à moeda virtual, ou a mais difundida e aceita, que é o bitcoin, pode-se dizer que o lastro é uma propriedade matemática que garante sua oferta máxima, que se dá em um ritmo decrescente, a um limite de 21 milhões de unidades no ano de 2140. Sua aceitação, no entanto, ocorre essencialmente em função da aceitabilidade entre os agentes econômicos. As pessoas pagam e recebem, acreditando que a moeda virtual tem valor.</div><div> Ambas as moedas estão se consolidando como importantes instrumentos monetários em várias partes do mundo. Isso vai impactar nos sistemas de produção e nas políticas públicas, principalmente na forma como os tributos são arrecadados. Os gestores públicos têm um desafio pela frente que é ajustar a máquina governamental à nova estrutura em formação.</div><div>Doutor em Economia pela Universidade Harvard, professor titular de Economia na FGV. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto único. É Presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/p896hxdx0p2ht3m/artigo_Avanco_das_moedas_locais_e_virtuais-SPNorte-13-07-2018.pdf?dl=0">Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>CPMF para aumentar impostos, de novo?</title><description><![CDATA[A tributação sobre a movimentação bancária tem sido lembrada por vários renomados economistas como um tributo a ser recriado no Brasil. Em recentes artigos Fábio Giambiagi no Valor ("A carga tributária", em 14/3/2018), Cláudio Adilson Gonçalez no O Estado de S.Paulo ("Agenda fiscal para o próximo governo", em 23/4/2018, e "CPMF, um mal necessário", em 7/5/2018) e Nelson Marconi em entrevista concedido ao Valor em 10-12 de Março de 2018, dentre outros, propõem a recriação da CPMF de forma]]></description><dc:creator>Marcos Cintra - Valor Econômico</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/11/CPMF-para-aumentar-impostos-de-novo</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/11/CPMF-para-aumentar-impostos-de-novo</guid><pubDate>Wed, 11 Jul 2018 13:54:44 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> A tributação sobre a movimentação bancária tem sido lembrada por vários renomados economistas como um tributo a ser recriado no Brasil.</div><div> Em recentes artigos Fábio Giambiagi no Valor (&quot;A carga tributária&quot;, em 14/3/2018), Cláudio Adilson Gonçalez no O Estado de S.Paulo (&quot;Agenda fiscal para o próximo governo&quot;, em 23/4/2018, e &quot;CPMF, um mal necessário&quot;, em 7/5/2018) e Nelson Marconi em entrevista concedido ao Valor em 10-12 de Março de 2018, dentre outros, propõem a recriação da CPMF de forma temporária, aumentando a carga tributária, para promover um ajuste fiscal e controlar a dívida pública.</div><div> Os autores têm razão ao enfatizarem a dimensão do ajuste necessário e a enorme capacidade arrecadatória da movimentação financeira. Mas é um erro propor aumento de carga tributária em um país onde ela já é excessivamente elevada e limitadora da atividade produtiva. Assim, transformá-la em mero quebra-galho para atender ao necessário ajuste fiscal seria como utilizar uma Ferrari para transportar tijolos, parafraseando o inesquecível Roberto Campos.</div><div> O ajuste fiscal deve ser composto por medidas de amplo alcance tanto pelo lado dos gastos como pelo lado da receita. Pelo lado da despesa o enxugamento da estrutura administrativa para dez ou doze ministérios, a retomada das concessões e privatizações, a reforma da Previdência, a revisão de desonerações e a adoção do orçamento base zero são ações fundamentais para enfrentar o rombo das contas públicas.</div><div> Pelo lado da receita o ajuste fiscal oferece uma grande oportunidade para dar início a uma reforma tributária estrutural, modernizadora, como seria o caso com a adoção de um imposto sobre a movimentação financeira para substituir vários dos atuais tributos, dando início a uma reforma ajustada às necessidades do mundo globalizado e digital. Jamais para ser um tributo a mais a aumentar a já asfixiante carga tributária nacional.</div><div> A disfuncionalidade do atual sistema tributário mundial, e particularmente do brasileiro, tem sido evidenciada ao redor do planeta. Para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a crescente evasão da receita pública se dá por meio de &quot;planejamento&quot; que se aproveita de lacunas normativas nos sistemas convencionais e ortodoxos de impostos e contribuições para transferir lucros empresariais para países com tributação reduzida ou inexistente. Para Vito Tanzi, um dos mais respeitados especialistas em finanças públicas, a corrosão da arrecadação ocorre por conta da globalização, do comércio eletrônico, da moeda virtual, da ação das multinacionais, dos paraísos fiscais e dos complexos instrumentos criados no mercado financeiro internacional.</div><div> Neste cenário, emerge uma clara convergência em torno da adoção de uma base tributária inovadora, que dentre outras características, abranja todas as formas tradicionais de arrecadação exploradas atualmente. Trata-se da movimentação financeira, espécie tributária amplamente conhecida no Brasil.</div><div> Em um de seus artigos Cláudio Gonzalez propõe uma CPMF temporária, não sem antes tecer algumas críticas ao tributo, e mais genericamente contra tributos sobre movimentação financeira.</div><div> Afirma que ela estimula a verticalização industrial.</div><div> É um erro propor aumento de carga tributária em um país onde ela já é limitadora da atividade produtiva dada a baixa alíquota marginal desse tipo de tributo esse fenômeno deve ser descartado. Não ocorreu com a vigência da CPMF e nem iria além do que seria previsível por razões estritamente ligadas a economias de escala e a outros tipos de externalidades.</div><div> Outra crítica é que um tributo sobre a movimentação financeira onera a produção em todas as etapas de seu ciclo produtivo. Trata-se de argumento non-sequitur, visto que todo tributo onera a produção e a questão nesse ponto é comparar qual modelo causa menos distorção. Por exemplo, arrecadando valores parecidos, simulações revelam que um tributo sobre movimentação financeira com alíquota de 2,8% tem impacto máximo de 17,7% sobre os preços de 128 setores analisados enquanto que com um tributo sobre o valor agregado (reunindo ICMS, IPI, INSS patronal, PIS e Cofins) o ônus chega a 64,1%.</div><div> Um terceiro ponto apontado pelo autor é que por vir embutido nos preços de bens e serviços um imposto como a CPMF dificilmente permite desonerar as exportações. A alternativa, nesse sentido, é expandir dados que hoje já são ou já foram produzidos pelo IBGE, como as Tabelas de Recursos e Usos (TRU) e as matrizes insumo-produto, para determinar o montante de tributos envolvido na relação intersetorial e, com isso, operacionalizar a desoneração de produtos exportados mediante créditos de imposto, rebates, devoluções ou subsídios equivalentes, praticas permitidas e até recomendadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).</div><div> Por fim, o autor afirma que esse tipo de tributo estimula a desintermediação financeira. Essa é uma crítica que a experiência da CPMF desautorizou de maneira categórica. Apregoava-se que esse tributo levaria a desmonetização da economia, o que não se confirmou durante sua aplicação por doze anos no Brasil. O fato é que, a um nível suave de taxação, a economia de imposto obtida com a consumação de negócios à margem do sistema bancário não compensa o custo do armazenamento e transporte de numerário, a insegurança, riscos de falsidade, ilegalidade de transações em moeda estrangeira etc. Ademais, medidas como a sobretaxação de saques e depósitos em dinheiro vivo e outras precauções dissuasivas, como a não validade jurídica de operações que vierem a ocorrer fora do sistema bancário, desestimularão qualquer tentativa nesse sentido.</div><div> O governo que assume em 2019 deve ousar na questão do ajuste fiscal fazendo reformas como as apontadas neste artigo e por meio da adoção de uma inovadora forma de arrecadar tributos, consubstanciada na unificação de impostos e contribuições sobre a movimentação financeira.</div><div> Quanto à reforma tributária deve-se atentar para o que disseram Vito Tanzi e Roberto Campos. Para o primeiro, a movimentação financeira é a única inovação tributária ocorrida após a introdução dos tributos sobre valor agregado em meados do século passado. Já o segundo afirmou que essa base de cobrança é uma ideia insolentemente inovadora, cujo tempo chegou.</div><div> Os que defendem a criação de um tributo temporário sobre movimentação financeira erram duas vezes. A qualidade do tributo justifica seu uso permanente, desde que em substituição aos degradados e ineficientes tributos convencionais; e em segundo lugar erram ao defender a criação deste novo tributo para aumentar a já abusiva carga tributária. Pelo contrário, por ser universal e insonegável ele deve ser usado para reduzir o peso dos impostos e contribuições e redistribuir o ônus entre os contribuintes de forma mais equitativa.</div><div>Marcos Cintra é doutor em Economia pela Universidade Harvard e professor titular de Economia na FGV. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto Único. Este artigo expressa a opinião do autor, não representando necessariamente a opinião institucional da FGV.</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/f7h3dq8v2vwvold/artigo_CPMF_para_aumentar_impostos_de_novo-Valor-11-07-2018.pdf?dl=0">Imprimir | Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Falência do Estado brasileiro</title><description><![CDATA[A administração pública brasileira vive uma crise sem precedentes. O caos fiscal dos anos recentes comprometeu de maneira ainda mais dramática um Estado modorrento que se arrasta há anos. Ocorreram avanços a partir dos anos 1990 com as privatizações e concessões, mas hoje ainda há muito a ser feito nesse quesito. A administração indireta se constitui em um sorvedouro de recursos públicos em troca de serviços ineficientes. A situação da administração direta não é diferente quando se contrapõem às]]></description><dc:creator>Marcos Cintra</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/20/Fal%C3%AAncia-do-Estado-brasileiro</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/20/Fal%C3%AAncia-do-Estado-brasileiro</guid><pubDate>Fri, 06 Jul 2018 16:14:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> A administração pública brasileira vive uma crise sem precedentes. O caos fiscal dos anos recentes comprometeu de maneira ainda mais dramática um Estado modorrento que se arrasta há anos. Ocorreram avanços a partir dos anos 1990 com as privatizações e concessões, mas hoje ainda há muito a ser feito nesse quesito. A administração indireta se constitui em um sorvedouro de recursos públicos em troca de serviços ineficientes. A situação da administração direta não é diferente quando se contrapõem às verbas absorvidas e os serviços públicos prestados. Nos últimos anos houve uma proliferação de ministérios que não se justifica sob o ponto de vista da racionalidade econômica.</div><div> A administração pública brasileira, de modo geral, está falida e demanda ações de impacto. Faltam recursos para investimentos em todos os segmentos, verbas são direcionadas para programas cujo retorno é baixíssimo e o gigantismo do poder público contribui para a propagação da corrupção, endemia que potencializa as ineficiências, o empreguismo e o aparelhamento político do Estado.</div><div> A falência do Estado brasileiro deve ser vista sob três ângulos: há uma crise orçamentária onde o poder público não tem recursos para atender as demandas sociais e, por isso, absorve poupança privada para tapar déficits crônicos; evidencia a derrocada da tão propalada ideia de que um Estado intervencionista é necessário para promover o desenvolvimento econômico; e os mecanismos de gerenciamento estatal são claramente ineficazes para permitir racionalidade no emprego do dinheiro público.</div><div> A indispensável reforma administrativa no Brasil passa necessariamente pela redução do Estado e sua menor interferência na economia. O gigantismo do poder público nacional pode ser exemplificado pela expansão da carga tributária em cerca de cinco pontos do PIB, entre meados da década de 1990 e hoje. Outro ponto nesse sentido se refere ao déficit público, que equivalente atualmente a 9% do PIB. Em resumo, o governo brasileiro absorve mais de 40% da riqueza nacional para oferecer serviços de má qualidade.</div><div> O Estado brasileiro não cabe mais no orçamento. O atual ônus tributário imposto sobre os contribuintes é um exagero quando comparado com outras economias com o mesmo nível de renda do Brasil. O retorno para sociedade em termos de serviços é precário fundamentalmente por conta de interesses políticos que se sobressaem à racionalidade econômica e que levam à corrupção e ao péssimo gerenciamento dos recursos empregados no custeio da máquina pública.</div><div> A reforma administrativa deve atacar em três frentes: enxugamento do Estado, redução do déficit público e melhoria na qualidade e eficiência dos serviços públicos. Deve se basear em uma vertente patrimonial, que agilize privatizações e concessões, uma vertente burocrática, que combata a complexidade e elimine cargos de indicação política, e uma vertente gerencial, que busque analisar a relação custo-benefício dos programas.</div><div> O governo que assume em 2019 tem a missão de levar adiante medidas que estruturem um novo Estado brasileiro. Reduzir o tamanho do poder público, permitindo diminuir a carga tributária; combater a burocracia e a corrupção; e criar mecanismos de avaliação da relação custo-benefício dos gastos públicos são diretrizes fundamentais para recuperar a gestão pública no país e qualificar os serviços essenciais.</div><div>Doutor em Economia pela Universidade Harvard, professor titular de Economia na FGV. Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto único. É Presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).</div><div><a href="https://www.dropbox.com/s/ntqshyzacc8ml85/artigo_Falencia_do_Estado_brasileiro-SPNorte-06-07-2018.pdf?dl=0">Imprimir</a><a href="https://www.dropbox.com/s/p896hxdx0p2ht3m/artigo_Avanco_das_moedas_locais_e_virtuais-SPNorte-13-07-2018.pdf?dl=0">|</a><a href="https://www.dropbox.com/s/ntqshyzacc8ml85/artigo_Falencia_do_Estado_brasileiro-SPNorte-06-07-2018.pdf?dl=0">Download PDF</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Reforma administrativa</title><description><![CDATA[A administração pública brasileira vive uma crise sem precedentes. O caos fiscal dos anos recentes comprometeu de maneira ainda mais dramática um Estado modorrento que se arrasta há anos. A falência do Estado brasileiro deve ser vista sob três ângulos: há uma crise orçamentária onde o poder público não tem recursos para atender as demandas sociais e, por isso, absorve poupança privada para tapar déficits crônicos; evidencia a derrocada da tão propalada ideia de que um Estado intervencionista é<img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_855efdf63cb94fe593a319568f364f39%7Emv2.png"/>]]></description><dc:creator>Comentários do momento</dc:creator><link>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/02/Reforma-administrativa</link><guid>https://www.marcoscintra.org/single-post/2018/07/02/Reforma-administrativa</guid><pubDate>Mon, 02 Jul 2018 20:02:23 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div> A administração pública brasileira vive uma crise sem precedentes. O caos fiscal dos anos recentes comprometeu de maneira ainda mais dramática um Estado modorrento que se arrasta há anos.</div><div> A falência do Estado brasileiro deve ser vista sob três ângulos: há uma crise orçamentária onde o poder público não tem recursos para atender as demandas sociais e, por isso, absorve poupança privada para tapar déficits crônicos; evidencia a derrocada da tão propalada ideia de que um Estado intervencionista é necessário para promover o desenvolvimento econômico; e os mecanismos de gerenciamento estatal são claramente ineficazes para permitir racionalidade no emprego do dinheiro público.</div><div> A reforma administrativa deve atacar em três frentes: enxugamento do Estado, redução do déficit público e melhoria na qualidade e eficiência dos serviços públicos. Deve se basear em uma vertente patrimonial, que agilize privatizações e concessões, uma vertente burocrática, que combata a complexidade e elimine cargos de indicação política, e uma vertente gerencial, que busque analisar a relação custo-benefício dos programas.</div><div> O governo que assume em 2019 tem a missão de levar adiante medidas que estruturem um novo Estado brasileiro. Reduzir o tamanho do poder público, permitindo diminuir a carga tributária; combater a burocracia e a corrupção; e criar mecanismos de avaliação da relação custo – benefício dos gastos públicos são diretrizes fundamentais para recuperar a gestão pública no país e qualificar os serviços essenciais.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/f073fa_855efdf63cb94fe593a319568f364f39~mv2.png"/></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>