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Debate sobre os problemas e soluções do trânsito


Fico feliz em saber que o tema da mobilidade urbana, baseado em idéias divulgadas primeiramente em meu site www.marcoscintra.org, está sendo debatido entre nós. É um dos mais angustiantes problemas da cidade de São Paulo. Gostaria de fazer algumas observações. A densidade de veículos (independentente se de passeio, carga ou de transporte coletivo) em N.Y é seis vezes mais alta que em São Paulo. Ou seja, há seis vezes mais veículos por metro quadrado de leito carroçável em NY do que na capital paulista. Os congestionamentos são menores, ainda que também existam por lá. A razão é que o tràfego flui por toda a malha viária, e não apenas pelas vias arteriais como entre nós. Concordo com todos que disseram que a solução de longo prazo definitiva é o transporte coletivo de qualidade. Mas enquanto isso não é construído (precisamos de pelo menos 360 quilômetros de metrô e temos apenas 60 hoje) é preciso algumas providências para a cidade não entrar em colapso. Portanto, falar em soluções imediatas não implica ignorar a urgente e premente necessidade de pesados investimentos em tranporte público. (Continuem com seus comentários, e clique para cadastrar seu e-mail e receber a Newsletter deste blog) Bicicletas, andar a pé ou outras soluções silmilares não pode ser vista como possível em todas as cirscunstâncias. A topografia de São Paulo impede o uso generalizado de bicicletas (a candidata Soninha foi ao debate da Bandeirantes de bicicleta, mas um automóvel levou sua roupa para ser trocada após um banho tomado na rede Bandeirantes após sua chegada). De fato, se houver como descentralizar a cidade e com isso reduzir o número de viagens (como proposto por Jaime Lerner) fazendo moradia e trabalho serem próximos, poderia incentivar o uso de bicicletas e viagens a pé, mas isto não é possível de forma generalizada no momento. Finalmente, gostaria de dizer que revascularizar não é criar corredores, pelo contrário, é eliminar tais corredores. O trânsito fluiria uniformemente em todas as ruas, como ocorre no quadrilátero da região dos Jardins, Moema, e Itaim, sem as barreiras das vias arteriais como a 9 de Julho, Rebouças, 23 de Maio, etc. Em outras palavras, a qualidade de vida nos bairros não seria prejudicada, como alguns estão imaginando. Vou dar um exemplo: revascularizar é fazer várias outras pontes sobre os rios Tietê e Pinheiros para evitar a concentração nas poucas pontes hoje existentes; ou criar novos cruzamentos na avenida 9 de Julho, ou na 23 de Maio para evitar congestiomentos nos poucos cruzamentos hoje existentes. Como se vê, isso não implica fazer corredores de tráfego em todas as ruas, pelo contrário, significa acabar com os atuais corredores e desconcentrar a circulação em poucas vias, como ocorre hoje. Espero ter esclarecido algumas dúvidas levantadas. Fico feliz em ouvir todas essas opiniões. Vamos fazer novas reuniões do Conselho da Cidade para podermos discutir eeses temas mais profundadamente. Parabéns a todos, pois as opiniões estão sendo muito ricas. Para continuarmos o debate, sugiro que sigam até meu site www.marcoscintra.org para analisar outras matérias de minha autoria sobre o trânsito de São Paulo.

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