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  • Marcos Cintra

DESAFIO: 65% já disseram sim

Quando Otávio Frias de Oliveira era vivo, e eu era editorialista econômico e articulista do Folha de S.Paulo, o jornal perguntou em uma de suas pesquisas presidenciais:

Você é a favor da CPMF se ela eliminar todos os outros impostos?


Esta corajosa pesquisa foi feita no auge da campanha contra a CPMF que acabou sendo extinta em 2007, contra a vontade e todo o esforço para sua prorrogação feito pelo então Presidente Lula. O que mudou? Nada, a não ser a campanha de satanização daquilo que foi uma exitosa experiência iniciada no governo FHC, durou 12 anos, e que garantiu o lastro fiscal para o sucesso do Plano Real.


Fica aqui o desafio para que o Ministro Haddad, que tem mostrado coragem e e vontade de acertar, abra sua cabeça, e analise essa alternativa que entre outras vantagens poderia incrementar a tributação na economia subterrânea, e eliminar esse foco de concentração de renda e injustiça tributária. Fica o desafio à Folha de S.Paulo para repetir o ato de coragem do Seu Frias. Sem radicalismo, o Imposto Único sobre Transações, que chamei de IUT, poderia criar um novo modelo de financiamento da Previdência, e ainda teria de sobra a desoneração total da folha de salários, para empregados e empregadores. Bastaria substituir as contribuições ao INSS, a Cofins e a CSLL por uma contribuição previdenciária de 1,25% nos pagamentos e recebimentos. O teste desse tributo já foi feito, e sabemos que ele arrecada bem, e incomoda pouco.

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