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  • Marcos Cintra

O humilhante tribunal racial da USP



Tive a notícia hoje de que um aluno da USP da Faculdade de Medicina e que foi admitido por meio da cota racial, acabou sendo impedido de continuar cursando a faculdade porque ele precisou comprovar a sua raça.


Para isso, ele foi chamado a um tribunal racional, aonde alguns professores não sei com qual capacitação ou com qual autoridade foram analisar os seus aspectos morfológicos. Cor da sua pele, se o nariz é fino ou grosso, se a boca é fino ou grossa, se o cabelo é crespo ou liso, e para com isso caracterizar a raça desse indivíduo.


Isso é uma coisa absurda, além de humilhante e degradante, é uma coisa que não faz o menor sentido num país como o Brasil, aonde a mesclagem de raças é uma das características essenciais do novo povo.


Dizer que uma pessoa é branca, preta, parda, indígena... isso é apenas uma convenção social, é muito difícil de analisar a pureza dessas características, até porque não faz sentido nenhum, e um país como o nosso nunca exigiu que essa classificação fosse feita.


Portanto, eu fico muito aborrecido, muito entristecido de ver que cidadãos brasileiros tem que passar por essa humilhação, de desfilar imperante um grupo de jurados, como se fossem animais numa exposição de gado, de cavalo, de ovelhas. Fico muito triste que coisas como essa estejam acontecendo em nosso país, um país onde nunca, jamais que eu me lembre, até pouco tempo atrás, se exigia que você se autodenominasse de acordo com alguma característica racial.


Lamentável, né?

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