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  • Marcos Cintra

O resgate da Geni

No artigo do Ministro Pedro Malan no Estadão, correta e justamente comemora 30 anos de Plano Real.


Mas para a sustentação do Plano Real, FHC e sua equipe criaram o IPMF/CPMF que havia sido anteriormente apresentado e discutido como uma proposta de substituição de tributos convencionais, burocráticos e de alta litigiosidade, por um tributo sobre movimentação financeira.


O projeto do Imposto Único foi usado oportunisticamente no Plano Real de forma deturpada, como um imposto a mais para sobrecarregar a sociedade brasileira.


O único virou mais um. E por isso, virou palavrão.


Roberto Campos, um entusiasta do Imposto Único, me advertiu no dia da criação do IPMF/CPMF que a proposta que nós defendíamos havia sido estuprada pelo governo de então. Seria como cortar cana com um fino florete de esgrima, dizia ele, tamanha a brutalidade com que o imposto sobre movimentação financeira foi desvirtuado.

Mas por um bom propósito, o de estabilizar a economia brasileira, respondia eu.


Dito e feito.


Mas o que chama atenção é que a CPMF, criatura dos economistas do PSDB e do PT, depois de ter sido usada e abusada por 12 anos, foi rejeitada e virou a Geni tributária.


Joga pedra na Geni.


Rememoro este episódio para mostrar as qualidades deste tributo, e seu papel no celebrado Plano Real, hoje convenientemente ocultado por seus criadores.


O resgate desse tributo se impõe na economia digital para evitar o caminho que vem sendo trilhado pela tributação atual, paulatinamente mais carregada de burocracia, complexidade, litigiosidade e altos custos de conformidade. Basta atentar para as loucuras dos pilares 1 e 2 da OCDE, escoras mal ajambradas para sustentar um modelo tributário ultrapassado pela evolução do mundo moderno.


Viva o Plano Real

Viva a CPMF



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