Vergonha nacional

  A ONG Transparência Internacional mostra em seu último levantamento sobre a percepção de corrupção no mundo que em um conjunto com 168 países o Brasil é o 76º colocado. O país ficou com 38 pontos, 5 a menos em relação a 2014, e teve o pior resultado de uma nação quando comparado com o levantamento do ano anterior.


  O Brasil divide seu vexatório posto com Bósnia e Herzegovina, Burkina Faso, Índia, Tailândia, Tunísia e Zâmbia. Em um comunicado a entidade diz: "Não é surpreendente que o Brasil, afetado pelo maior escândalo de corrupção de sua história pelo caso Petrobrás, tenha sido o país da América que mais caiu no índice este ano".


  É revoltante ver o que acontece com o suado dinheiro do contribuinte brasileiro entregue ao poder público. A classe média não aguenta mais pagar tanto imposto e ver que parte dos recursos vai pelo enorme ralo da corrupção. Para piorar, sofre os terríveis efeitos do aumento da miséria causada pela carência de investimentos sociais.


  O princípio da restrição orçamentária vale para qualquer agente econômico. Mais do que crescer, o país precisa resgatar uma enorme parcela marginalizada da população. Tudo isso demanda recursos que precisam ser aplicados de modo eficaz e eficiente. Com orçamentos públicos já insuficientes frente à grande demanda social, torna-se dramático investir com a corrupção comendo parte do dinheiro. 


   Tanto a grande corrupção, que envolve somas vultosas como o superfaturamento de obras e as fraudes em licitações, assim como a pequena corrupção, traduzida em valores relativamente baixos de subornos e propinas, condenam cada vez mais pessoas à miséria material, moral e intelectual.

 

 

 


 

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