A aprovação do impeachment de Dilma irá afastá-la definitivamente do governo. O PT deixa o poder de modo melancólico.


A esmagadora maioria dos brasileiros não quer mais o PT. Até a “nova classe média” se deu conta de que o partido foi o principal artífice da atual recessão econômica, que já fez o desemprego atingir 12 milhões de pessoas.


O PT sempre tentou passar a ideia de que a ascensão de 30 milhões de pessoas para a classe C foi obra do partido. Isso é falso. A redução da pobreza não pode ser atribuída a um governo apenas. A combinação de ações ao longo dos últimos 25 anos permitiu a melhoria nas condições de vida de milhões de famílias no país.  


Na gestão Collor ocorreu a abertura da economia brasileira. O país era fechado para o resto do mundo e isso desestimulava inovações. Além disso, foi nessa época que começaram as privatizações.


No governo Itamar Franco as privatizações foram mantidas e a implantação do Plano Real eliminou uma inflação anual de 2500%, algo que penalizava os mais pobres.


No governo Fernando Henrique as privatizações continuaram. Medidas como a Lei de Responsabilidade Fiscal, o regime de metas de inflação, o câmbio flutuante e a política de superávit fiscal foram determinantes para a estabilização da economia.


No governo Lula os benefícios das privatizações, da abertura externa e da política de estabilidade macroeconômica dos anos anteriores deixaram tudo pronto para um amplo programa de redistribuição de renda.


O crescimento econômico entre 2004 e 2008, devido em grande parte ao crescimento mundial, facilitou a vida dos petistas. O desemprego em queda, a renda em alta e os programas de assistência social tiveram efeito político magnífico para o governo. Nessa época o PT deveria ter implementado uma nova rodada de medidas fundamentais para o desenvolvimento nacional, como as iniciadas nos anos 90. Foi uma chance para tornar a economia mais competitiva. Mas, o partido não investiu em ações voltadas à qualificação de trabalhadores, à ampliação e modernização da infraestrutura e para a condução de reformas estruturais como a política e a tributária.


O Brasil vive hoje uma crise por conta de erros do PT na economia e por causa da corrupção. Os ganhos na área social retrocedem e pesam para que os petistas deixem o poder. É um fim mórbido de uma legenda que surgiu como redentora dos excluídos e que carregava a bandeira da moralidade.

 

 



 

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