Rombo nas contas públicas

  O rombo de R$ 115 bilhões nas contas da União em 2015 foi recorde. Em 2016 será ainda pior, podendo ultrapassar R$ 170 bilhões. Só começa a cair em 2017, quando deve fechar em R$ 139 bilhões negativo. Por conta disso, a dívida pública interna encontra-se numa trajetória explosiva, elevando o risco e a taxa de juros na economia. Isso está ocorrendo porque um dos fundamentos da estabilidade econômica, o regime de superávit primário criado em 1999, foi destruído a partir de 2009. Aumento de gastos e invenções contábeis arrebentaram com o orçamento. A “contabilidade criativa” do governo escondeu a real situação das contas públicas. As manobras contábeis ainda conseguiram gerar saldos positivos, ainda que em um nível menor, e manter a dívida relativamente sob controle. Passada a eleição presidencial o rombo apareceu. O superávit primário (saldo antes do pagamento dos juros) virou déficit primário. O déficit total (resultado primário + despesa com juros) chegou a 4,75% do PIB e a dívida pública cresceu em apenas dois anos de 34% para 44% do PIB. Reparar os estragos e colocar a casa em ordem vai demandar muito esforço da sociedade. Os gráficos abaixo resumem a situação dramática das contas públicas.

 

 

 

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