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  • Marcos Cintra

Salário e o Imposto Único

O Imposto Único sobre Transações (IUT) está se tornando uma alternativa cada vez mais viável para corrigir as deficiências do sistema tributário brasileiro. O IUT propõe a eliminação de todos os impostos arrecadatórios, substituindo-os por um único imposto cobrado de todas as transações realizadas por meio do sistema bancário.


Cada cheque, ordem de pagamento, transação online, débito automático ou qualquer outra movimentação na conta corrente dos clientes bancários seria tributado em 1% para quem paga e 1% para quem recebe o pagamento.


Essa mudança permitiria arrecadar a mesma quantia que é atualmente recolhida pelo governo, mas com a eliminação de aproximadamente 15 impostos, tornando o sistema mais eficiente, transparente, automático e menos burocrático.


O Imposto Único oferece várias vantagens, como economia de recursos, transparência, automação e simplificação. É um sistema tributário revolucionário que ao mesmo tempo é eficaz e ágil.


Toda a sociedade se beneficiaria com esse novo imposto, exceto os sonegadores, os corruptos e aqueles que se recusam a pagar impostos.


Vale ressaltar que muitos trabalhadores têm seus impostos retidos na fonte, enquanto uma grande parcela da população não cumpre suas obrigações fiscais. Nesse sentido, assalariados e trabalhadores de classe média seriam os principais beneficiários da implementação do IUT.


Atualmente, os trabalhadores têm 8% a 10% de seus salários retidos na fonte como contribuição para o INSS, além do Imposto de Renda retido na fonte com alíquotas de 15% ou 25% para aqueles que ganham acima dos limites de isenção.


Caso o governo aprove sua Reforma Fiscal, a situação pode piorar ainda mais, com uma contribuição uniforme de 10% para o INSS e redução dos limites de isenção. Os trabalhadores de baixa renda seriam os mais afetados.


Com o IUT, o Imposto de Renda e as contribuições sociais para o INSS seriam extintos. O salário acordado entre empregador e empregado sofreria apenas um desconto de 1%, em vez dos 10% mais 25% que poderiam ocorrer atualmente.


Essa melhoria no poder de compra dos trabalhadores pode ser ainda maior se os empregadores repassarem aos funcionários os quase 30% de suas folhas de pagamento que deixariam de ser recolhidos como contribuições sociais.


Além disso, com o IUT, a carga tributária na maioria dos produtos consumidos pela classe trabalhadora diminuiria consideravelmente. Estima-se que o imposto embutido nos preços dos produtos poderia cair de 45% para 15%.


O Imposto Único pode ser a solução para os conflitos de interesses entre assalariados, empresários e o governo, ajudando a superar a crise econômica que o país enfrenta. Com exceção dos corruptos, sonegadores e burocratas mal-intencionados, todos sairiam ganhando com o Imposto Único.


Marcos Cintra é presidente regional do PDS.




Publicado no Jornal Diário Popular.

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