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  • Marcos Cintra

Por que o Maluf


O mundo moderno passa por transformações intensas e irreversíveis. Regimes de orientação totalitária e estatizante capitulam ante a pujança do capitalismo moderno. Blocos econômicos se formam integrando e intensificando as trocas regionais. Sucessivas inovações tecnológicas redirecionam quase que diariamente os rumos do desenvolvimento. O capitalismo moderno se estabelece como o regime capaz de sustentar e insuflar essas novas transformações. Mais riqueza é produzida e distribuída. As camadas mais pobres da população têm acesso a benefícios sem par na história recente.


Esse é o cenário que se representa nos países desenvolvidos. Já nos países subdesenvolvidos, como o nosso, o cenário é desanimador. Atraso tecnológico, controle estatal da economia, má distribuição de riqueza, queda do PIB, pobreza generalizada etc.


Cabe indagar qual é a causa desse atraso. Não se pode desconsiderar, sob risco de simplificação, a formação histórica do país. Mas, por outro lado, não há como superestimar sua importância. Somos herdeiros de uma formação cultural e econômica "fora de lugar". Essa herança, numa certa medida, tem determinado nossa conduta histórica, mas não é uma sina da qual não podemos nos liberar, ou um destino ao qual estamos agrilhoados. Creio ser absolutamente possível conduzir o país à modernidade, ao desenvolvimento econômico, com maior distribuição de riqueza e de justiça social. Não se trata de uma quimera quixotesca. Europa e Ásia fornecem exemplos irretocáveis.


É consensual que devemos instituir no país uma economia de mercado, competitiva, criativa, pujante; que o Estado deve interferir cada vez menos na produção e na comercialização de bens e agir cada vez mais naqueles setores que lhes são próprios: saúde, segurança, educação, meio ambiente, transportes. Cabe ao Estado, também, o papel de fomentador do desenvolvimento tecnológico, estabelecendo e gerindo junto ao setor privado uma política para esse setor.


Ao Estado de São Paulo, líder que é da Federação, cabe uma vez mais o papel principal na condução de uma política de modernização.


A quem devemos entregar a condução desse processo? Qual deve ser o seu perfil? De um lado temos um típico burocrata, cuja única atuação executiva frente à Secretaria da Segurança Pública gerou algumas interrogações.


De outro, temos um empreendedor sintonizado com a economia moderna, com longos anos de experiência, incansável, batalhador, afinado com os novos tempos, de capacidade comprovada.


Vale a pena refletir. O homem é resultado de suas experiências acumuladas e reage segundo esse repertório. Se o que queremos é um Estado dominando a economia, uma burocracia reforçada, tutelando o cidadão, não há dúvida - esse homem é o Fleury. Seu histórico de vida assim o indica.


Agora, se o que desejamos é ingressar no rol dos Estados desenvolvidos com menos controle estatal e mais eficiência - não há dúvida - esse homem é Paulo Maluf, sua experiência o indica.


De minha parte, respeitando o direito que as pessoas têm de discordar - opto por um São Paulo moderno e por isso voto em Paulo Maluf.


Prof. Dr. Marcos Cintra, Diretor da Fundação Getulio Vargas - FGV


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